“A minha família e Iperó”

Minha família e Iperó
Rua Porfírio de Almeida na década de 1950. (Arquivo Elizeu Eid e Rosana de Campos Eid)

Maria Helena Marques da Silva

Nascemos na cidade de Iperó. Estudamos no Grupo Escolar “Dr.Gaspar Ricardo Júnior”. Minha avó, Felicidade Pastor, nascida na Espanha, veio para o Brasil e em 1929 saiu de Sorocaba para morar em Santo Antonio, casada com Manoel Cóvos. Dona de uma pensão em Iperó, tiveram 10 filhos. Ficou viúva muito jovem, casou-se pela segunda vez com Sebastião Pavon. Tiveram apenas um filho. Meu pai, Jayme Pastana Marques, e minha mãe, Gumercinda Cóvos Marques (dona Cinda), residiram em Iperó e tiveram cinco filhos: Maria Amélia, Maria de Lourdes (Lia), Jaiminho (Jaime), Maria Helena e Vera Lúcia. A Maria Amélia casou-se com Luiz Carlos Vilhena (morador de Iperó) e Lia casou-se com Olavo Guazzelli. Guardamos em nossos corações bonitas lembranças de nossa infância em Iperó. Temos muito orgulho dessa cidade tão querida. Saudades de todos os amigos e amigas.

Meu pai, ferroviário, trabalhou como cabineiro na estação de Iperó. Depois foi transferido para a Estação Júlio Prestes, em São Paulo, como chefe de estação. Minha mãe conta que o povo de Iperó, em 1947, participou em procissão até o cemitério. Também iam a cavalo. E uma missa maravilhosa foi celebrada pelos padres missionários. Eles rezavam com voz alta e bem forte: “Deus sempre está presente, a todos vê, onipotente, quem pecou, a morte de Jesus causou, e esta vida logo acabará e a eternidade nunca findará.” Trazemos em nossos corações boas lembranças, amizades e muitas saudades.

 

Augusto Daniel Pavon

O Jaiminho já havia escrito e agora foi a Maria Helena. Muito bonito. Família bonita e importante. Contando histórias deles na cidade. Maria Helena era nesse tempo uma das meninas mais lindas de Iperó, eu diria a mais linda. Já falei sobre o local, um deles, onde ficavam os circos. Em frente ao “Gaspar”. Ali, numa ocasião, esteve um circo, que durante as apresentações chamava as crianças para alguma atividade. Naquele dia, eu estava lá, época em que o sucesso em termos de música era a Cely Campello, final dos anos 50. Só se ouvia “Estúpido cupido”, uma gravação de Neil Sedaka, lógico, um grande cantor americano, e penso que a composição era dele, e também “Banho de lua”, não me lembro, mas talvez dele também. Enfim, nesse dia, naquele circo, a Maria Helena foi ao centro do palco e cantou as duas músicas. Pra mim, foi a interpretação mais linda que ouvi. Histórias da cidade e nossas.

 

Hugo Augusto

Recebi um contato de descendente da família Cóvos, querendo saber histórias sobre o sr. Manoel Cóvos. Gostaria que pudéssemos ajudar a família: “Olá, sou bisneta do Manuel Cóvos e neta do Pedro José de Andrade. Gostaria de saber se vocês têm mais alguma informação sobre eles e sobre a minha família, pois sei que eles moram em Iperó há anos. Aguardo a resposta de vocês. Obrigada. Nádia Andrade”

 

Augusto Daniel Pavon

Sobre Nádia Andrade. Zinho Amaro é pai de Antonio Andrade, Henrique Andrade, Conceição do Zé Vitorino, Izabel do Carlito Sartorelli, Pedro Andrade (casado com Tereza Cóvos e pai do Justo). Manoel Cóvos, que foi casado com Felicidade Pastor Cóvos, é pai da Tereza Cóvos. Por outro lado, Marcos Andrade, ex-prefeito de Iperó, é casado com Sônia Cóvos (filha de Chico Cóvos, que é irmão da Tereza, avó da Nadia).

Acrescento que Sílvio Andrade, também filho de Zinho Amaro, casado com irmã de Paulo Vieira, saxofonista que aparece em várias fotos da banda de Iperó e tocava nas “matinês” dançantes nos anos 45, 46, são também tios-avós de Nádia, como o é Chico Cóvos. Todos iperoenses. Então, com Chico Cóvos, mais uma vez se encontram as famílias Andrade e Cóvos. Destino? Pode não ser, mas no mínimo é curioso. Essas informações não são minhas, que sou muito jovem, mas sim de minha mãe, Cida.

Também acrescento que conheci muito bem Paulo Vieira. Figura importante, como todos que citamos, na história de Iperó. Num “Sábado de Aleluia” estávamos tomando cerveja: Toninho Caçapa, Tanaka, Fio Curadô (o mesmo que benze à distância) e Paulo Vieira (mais velho que nós, idade de minha mãe). Depois de um alto teor etílico, surgiu a ideia do Caçapa: “Vamos roubar uma galinha no galinheiro de minha mãe, dona Catharina.” No começo da madrugada, realizamos o assalto, com um barulhão infernal da galinhada. Provavelmente dona Catharina, já acostumada a isso, não se manifestou. O Paulo fez a galinha, enquanto tomávamos cerveja, e na madrugada, galinha pronta, Paulinho dormindo, nós àquela altura não sabíamos por onde começar, talvez pelas penas, comemos um pouco e deixamos a casa do Fio, numa cozinha que existia fora da casa, ali na Silvano, próxima à casa do avô do Hugo, e fomos embora deixando tudo muito limpinho. Afinal, fizemos uma bela duma bagunça, onde o que menos importou foi a galinha.

 

Nadia Andrade

Obrigada pelas informações. Não conheço muitos da minha família, tanto Andrade, como Cóvos, pois desde que nasci moro em São Paulo. Mas gostaria de ver mais fotos, tanto do meu bisavô, como do meu avô, do qual só tenho uma foto. Quem tiver, por favor me avise. Obrigada.