A restauração e o sonho da revitalização da área

Restauração da estação
Aspecto da estação e pátio - outubro de 2016. (Hugo Augusto Rodrigues)

A situação de abandono começou a mudar em setembro de 2010, quando foi iniciada a restauração do prédio. O processo se tornou possível através de uma parceria entre a Secretaria Estadual de Cultura/SP, o Senai/SP e a Prefeitura de Iperó, que desde 2005 buscava os recursos e a documentação para colocar o imóvel em uso novamente.

No primeiro semestre de 2010, mesmo antes de ser formalizada a parceria, foram realizados os estudos sobre os materiais (concreto, madeira, metal) utilizados nas mais diversas áreas da estação. Iperó foi pioneira no processo de recuperação de antigas estações ferroviárias, mas o cemitério de vagões que existia no entorno continuava servindo como esconderijo para criminosos.

Entre 2013 e 2014 faltava ainda a recuperação da cobertura metálica da plataforma para finalizar as obras na estação. A área havia sido danificada por uma locomotiva em 2007 e por um vendaval em 2009. Com a maior parte da recuperação do prédio já concluída, o projeto de restauro sofreu diversas ações de vandalismo novamente. Salas da estação foram arrombadas e bastante danificadas. Praticamente todo o prédio foi pichado. Ações criminosas. Muita gente acha que “prédio velho é apenas estorvo”. No início de 2015, o aspecto do lugar era uma verdadeira “cena de guerra”.

Em abril de 2015 foram retomadas as obras de reforma e restauração da estação. Ainda assim, a onda de vandalismo continuou. Para acabar de vez com os atos criminosos contra o patrimônio e levar mais segurança à população que reside na região do complexo ferroviário, a Prefeitura de Iperó instalou uma Unidade Avançada Comunitária da Guarda Civil Municipal (UAC – GCM) na antiga cabine da estação. A unidade iniciou suas atividades em junho de 2015.

Muitas pessoas transitam pelo local diariamente e atravessam o pátio para acessar os bairros Vila Santo Antonio e Novo Horizonte. A esperança da cidade é ver toda a área recuperada e revitalizada. Dessa forma, ganhará vida novamente a região que concentrou o maior movimento na cidade durante 50 anos.