“Clube Atlético Santo Antonio – Cascavel”

Cascavel
Ilustração a partir de imagem da internet.

José Roberto Moraga Ramos

Além do Sorocabana, SACI, Bela Vista, Atlético de George Oetterer, São João da Fazenda Ipanema, etc, tivemos por um período muito breve o C.A.S.A. (Clube Atlético Santo Antonio). Um dos fundadores foi o Felício (Assad) Eid. Para os mais jovens, o campo do CASA tinha o nome de “Cascavel” e ficava na avenida Paulo Antunes Moreira, logo após a atual rotatória no sentido do cemitério.

 

Ângelo Lourenço Filho

Eu tenho uma foto minha, meu irmão Toninho “chupa dedo”, meu pai e sr. Renatinho, voltando de um jogo do “Cascavel”. Tem uma dedicatória do meu pai, pois o Cascavel ganhou o jogo do Cerquilho. Foi a única vez que joguei uma partida de futebol junto com ele.

 

Augusto Daniel Pavon

Acho isso muito interessante. Não é do meu tempo em Iperó, penso que não. De qualquer modo fico feliz de saber desse desconhecido time, cujo campo se chamava “Cascavel”. Acho que é muito bom para as pessoas escreverem, pois não há uma Iperó apenas. Há uma Iperó para cada cabeça e todas elas lindas por refletirem nossa doce memória, de cada um, como essa descoberta em que o Gilo jogou futebol com seu pai, que conheci, e como diz minha mãe, uma pessoa muito educada, de fala baixa. Parabéns, Tiguera. Você também uma ótima pessoa.

 

Ângelo Lourenço Filho

O “Cascavel” foi criado pelo pessoal que frequentava os armazéns do sr. Olímpio e do sr. Calil Eid e bar do Felício. Eram os jogadores de “truco”, que apostavam umas “caninhas” e sempre um frango com polenta. Rolava uma conversa “fiada”, sempre nos dias seguintes das “batalhas truquíneas”, na barbearia do Agenor, que os frangos eram “surrupiados” de galinheiros das redondezas pelo Paulo Berduega e pelo De Sordi, sendo que as “trucadas” eram jogadas à noite em duplas, no sistema “quatro paus”, nos fundos do armazém do Calil. O time se diluiu da mesma maneira que surgiu.

O apelido “Cascavel” me lembro bem, que meu pai comentava, foi dado porque nessa época os butequeiros, jogadores de truco que tomavam todas, eram tratados como “cobras”. Tipo bafo de jiboia, etc. Pra jogar no “Cascavel” era necessário no aquecimento tomar um copo cheio da rosinha. Obviamente que não se incluía aí menores de idade como eu, que joguei nessa partida, só pra complementar o time, que não conseguiu convocar 11 caninanas, cascavéis, urutus, etc…

 

José Roberto Moraga Ramos

Conversei com Liráucio Zovaro a respeito do “Cascavel”. O time foi montado pelo Felício. Vizinho da farmácia do “seo” Orlando Ferreira, adquirida pelo Viana e Zezinho Pegoretti, havia um lote onde foi construída a farmácia nova (Drogaria Santa Mônica). Nesse terreno que pertenceu ao Zé Vitorino, o Felício montava um barracão e promovia bailes para arrecadar fundos para o “Cascavel”. Como curiosidade: nesse terreno foi encontrada uma urna indígena que está até hoje no museu Quinzinho de Barros (Sorocaba). No fundo desse terreno tinha um barranco e no alto dele está a casa do sr. Zé Nóbrega.

 

Augusto Daniel Pavon

Havia o cinema. Atrás o jogo de “bocha”, ao lado a Porfírio que penso até com outro nome. Na esquina a igreja protestante e do outro lado o terreno vazio, vizinho ao sr. Orlando. Veramente ele terminava num barranco e, lá no alto morava o vô do Paulo Zovaro. A vó, senhora gorda e diferente dos gordos, que são calmos, bondosos. Ela era uma fera, brava, de olhar bravo. Uma vez estávamos naquele terreno, eu, o Silvano e o Orlandinho. Tínhamos uma ou duas facas.

Como nossa imaginação era “MUNTCHU” fértil, convencemos o Orlandinho a ficar de braços abertos no barranco, para, como nos circos que vinham a Iperó, atirarmos as facas, Essa ideia genial deve ter partido da cabeça do Silvano, não da minha. Eu só topei. Não é que a senhora, avó do Paulão, lá de cima viu? Caceta, meu! Desceu com tudo. Acho que até “rolou”. ‘Deu uma puta duma carcada ni nóis qui saimu tortu’. Peguei um ódio nela. Nunca entendi como uma pessoa adulta podia interferir numa brincadeira de crianças. Devia ser falta do que fazer!!!