Educação em Iperó

Educação em Iperó
Professora e alunos da escola de Ipanema em 1884. (Júlio Durski - Coleção Princesa Isabel)

207 anos de história (1811-2018)

Logo após a criação da Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, em 1811 foi organizada uma escola para os filhos dos trabalhadores livres, libertos e escravos. Mas não era o mesmo tipo de ensino primário público que já existia em outros lugares. O capitão da guarda, José Maria, foi designado professor e atuou visando a formação profissional dos alunos. Os melhores, de acordo com a proposta da escola, seriam aproveitados para exercer atividades relacionadas à produção do ferro em Ipanema.

“Os alunos aprendiam ‘aritmética, geometria e alguma coisa de mecânica’ fora do período de trabalho. Destaque-se que, na fábrica, as crianças com mais de 4 anos já faziam parte das forças produtivas. A escola era dividida em duas classes: uma para aqueles que não detinham nenhum conhecimento de matemática e eram iniciados em aritmética através de exercícios; a outra para aqueles que possuíam algum conhecimento anterior e que começavam pela teoria em geometria e prática em mecânica, na fábrica. O curso finalizava com os alunos mais ou menos habilidosos destinados aos respectivos lugares na produção. O principal objetivo da escola era formar mão-de-obra escrava qualificada, que deveria substituir a assalariada em todas as fases da produção, fato que realmente vem a ocorrer em 1820, quando da administração de Varnhagen.” (MENON, 2000)

Os registros da fábrica não mencionam as atividades da escola ao longo dos anos, mas certamente ela continuou existindo. A partir da segunda metade do século XIX foram criadas várias escolas em localidades que pertencem a Iperó atualmente:

Bacaetava: criada uma escola de ensino primário em abril de 1875;

Ipanema: criada uma escola de ensino primário em fevereiro de 1884;

Jubanguá: criada uma escola de ensino primário em setembro de 1892. De acordo com a lei que criou essa escola, o local ficava “entre as estações de Bacaetava e Boituva, da linha férrea Sorocabana, no município de Campo Largo de Sorocaba”;

Villeta: criada uma escola de ensino primário em outubro de 1898. Novembro de 1908 é a data da alteração do nome do local para George Oetterer.

Pesquisas através de relatórios anuais de ensino, diários oficiais e edições de jornais impressos nos ajudaram a resgatar os nomes de diversos professores que lecionaram nessas escolas entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX.

1889
Escola de Bacaetava: Augusto Baillot

1907
Escola masculina de Villeta: João Ayres
Escola mista de Bacaetava: Rosa Cassini
Escola mista de São João de Ipanema: Edwiges de Oliveira Carvalho
Escola mista do Jubanguá: Maria Rodrigues Vianna

1908
Escola masculina de Villeta: Genésio Machado
Escola feminina de Villeta: Elizena Vannucci
Escola mista de Bacaetava: Hermínia Castilho
Escola mista de São João de Ipanema: Tamilde Rossi

1909
Escola masculina de George Oetterer: Leônidas de Castro
Escola feminina de São João de Ipanema: Isaura Emília de Camargo
Escola mista de Jubanguá: Marianna Mastrandia
Escola mista de Bacaetava: Hermínia Castilho

1910
Escola mista de São João de Ipanema: Isaura Emília de Camargo

1911
Escola mista de George Oetterer: Floriza Mastrandéa
Escola mista de São João de Ipanema: Isaura Emília de Camargo e Maria Thereza Pezzutti

1913
Escola mista de George Oetterer: Floriza Mastrandéa
Escola mista de São João de Ipanema: Maria Thereza Pezzutti
Escola mista de Bacaetava: Leônidas de Paula Arruda

1914
Escola mista de George Oetterer: Floriza Mastrandéa
Escola mista de São João de Ipanema: Maria Thereza Pezzutti
Escola mista de Bacaetava: Leônidas de Paula Arruda

1915
Escola mista de George Oetterer: Regina Alvarenga
Escola mista de São João de Ipanema: Maria Thereza Pezzutti
Escola mista de Bacaetava: Leônidas de Paula Arruda

1916
Escola mista de São João de Ipanema: Maria Oliveira Bittencourt
Escola mista de Jubanguá: Corina da Rocha Lima
Escola mista de Bacaetava: Leônidas de Paula Arruda

1917
Escola mista de George Oetterer: Regina Alvarenga
Escola mista de Bacaetava: Leônidas de Paula Arruda
Escola mista de Jubanguá: Corina da Rocha Lima
Escola mista de São João de Ipanema: Anna Mabelia Gomes

1918
Escola mista de Jubanguá: Luiza Cortelazzo

1919
Escola mista de George Oetterer: Nair Monteiro
Escola mista de Jubanguá: Luiza Cortelazzo
Escola mista de São João de Ipanema: Georgina Ponce de Camargo
Escola feminina de São João de Ipanema: Clotilde Soares

1920
Escola mista de Bacaetava: Lavínia Villaça Bertolaccini (permaneceu até 1936)

1928
Escola mista de Bacaetava: Victória Guazzelli