Estação de Iperó

Estação de Iperó
Aspecto da estação - outubro de 2016. Obras de reforma e restauração em andamento. Unidade Avançada Comunitária da Guarda Civil Municipal em funcionamento na antiga cabine. (Hugo Augusto Rodrigues)

90 anos de história (1928-2018)

As ferrovias foram fundadas no Estado de São Paulo durante a segunda metade do século XIX. O objetivo era tornar viável o escoamento do café, principal atividade econômica desenvolvida naquela época. A Estrada de Ferro Sorocabana (EFS), fundada em 1871, nasceu ligada inicialmente ao transporte de algodão. E devido aos baixos lucros gerados pelo produto, migrou para o café já nos primeiros anos de sua existência.

Com o aumento dos transportes de cargas e passageiros, a Sorocabana expandiu a malha ferroviária e precisou retificar diversos trechos do traçado original. Assim começa a história da estação de Iperó. O local ficou completamente abandonado durante anos e foi castigado pelo tempo e vandalismo. Ao lado do prédio, num dos maiores pátios do tronco da EFS (posteriormente Ferrovia Paulista S.A. – FEPASA), um grande cemitério de vagões de carga e passageiros, exposto ao tempo, permaneceu ao longo de 35 anos.

Somente uma mobilização local poderia mudar esse contexto. Em Iperó, a situação de abandono se agravou após a privatização da FEPASA no fim da década de 1990. Ralph Mennucci Giesbrecht, autor do site Estações Ferroviárias e pesquisador sobre as ferrovias brasileiras, diz que a concessionária do trecho que corta o município pouco “se lixa” para o local, pois a estação não lhe serve para nada. Para Giesbrecht, a cidade e a prefeitura são as únicas, realmente, que podem recuperar o local. “Muita gente acha que ‘prédio velho é estorvo’ e que a ferrovia é anacrônica. Mal sabem que se a ferrovia fechar, o Brasil vai ao caos”, finalizou o pesquisador.

 

Palestra em junho de 2015

“A retomada da estação de Iperó é um ato de amor, coragem e cidadania. Existem mil heróis que construíram uma história linda. Hoje os seus herdeiros, filhos orgulhosos de coragem semelhante aos seus ancestrais, retomam com garra e determinação a história de seus pais e avós.” (Júlio Barros)

“Uma cidade que tem uma locomotiva no seu brasão não pode abandonar sua estação.” (Ralph Menucci Giesbrecht)

Mais de cem pessoas participaram da palestra na estação em 20 de junho de 2015.

 

“Preservação do patrimônio é papel de toda a população.” (Hugo Augusto Rodrigues)