Iperó – 52 anos depois

Avenida José Marques Penteado. (Gilmar Loureiro)

A ferrovia foi uma das grandes marcas do desenvolvimento iperoense, mas intensificou o processo de decadência a partir da década de 1970. A crise ferroviária fez com que o município, durante os seus primeiros anos, temesse pela própria sobrevivência. Assim, Iperó viu a necessidade da mudança na sua vocação e planejou a construção de um distrito industrial, que tomou forma a partir do fim dos anos 1970. Ao longo dos anos, as empresas instaladas absorveram a mão-de-obra que a ferrovia deixou de empregar.

Com o passar do tempo verificamos erros e acertos, antes e depois da emancipação. A cidade ainda tem diversos problemas a serem resolvidos, nas áreas que vão do social ao econômico, assim como acontece em inúmeras outras cidades por todo o Brasil. Hoje, além da indústria, o comércio e a agricultura permanecem como aspectos importantes para a economia de Iperó. A ferrovia continua na rotina local, mas somente através dos poucos trens de cargas que atravessam o município.

Ao completar 52 anos, a cidade que é conhecida nacionalmente pela Floresta Nacional de Ipanema (Ministério do Meio Ambiente) e pelo Centro Experimental Aramar (Marinha do Brasil), se prepara para o nascimento do segundo distrito industrial na estrada Iperó a Sorocaba. O novo polo deve levar o desenvolvimento iperoense em direção à sede da Região Metropolitana. Poucos quilômetros adiante será construído o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), maior reator nuclear de pesquisas do Brasil. Com o RMB, a Iperó do século XXI deverá se tornar um centro de referência nas áreas de Ciência e Tecnologia.