“JOSÉ HOMEM DE GÓES – entrevista”

Zé Borba
José Homem de Góes, o Zé Borba, foi o primeiro prefeito de Iperó. (Hugo Augusto Rodrigues)

Concedida a Hugo Augusto Rodrigues e José Roberto Moraga Ramos em 2 de setembro de 2013

José Homem de Góes (Zé Borba). Fui pra Iperó em 1955. Fevereiro, por aí, cheguei e acabei gostando do lugar. Teve um baile. Conheci a Henory e ela dançava bem. Eu gostava de dançar tango e valsa. Ela acompanhava ‘em cima’, gostava de baile. Então deu certo. Sentamos por lá, bebemos alguma coisa. O irmão dela, o Dimas, tocava no conjunto. Começamos a namorar e foi o que me segurou. Depois nos casamos. A vida é assim. Faz 45 anos que ela morreu. Logo depois, me casei com a Olga e estamos casados até hoje. O Rodrigo [filho] está com 36 anos e muito bem.

Quando comecei a trabalhar na estação, já namorava a Henory. Tinha trem a cada 15 minutos. Chegava um do lado de cá e um do lado de lá da estação. Às vezes o trem chegava com a sapata queimando e, até eles trocarem aquilo, o povo descia e enchia a estação. Compravam tudo o que havia no bar. A gente fazia muito sanduíche de mortadela, porque era o mais barato e o que o povo queria. O pessoal chegava e dizia: “Põe 5 pra mim num saquinho; põe 10 num saquinho.” De manhã, a gente pegava uma mortadela grande, picava e fazia tudo em sanduíche. De tarde, não tinha mais nada. Pão, o padeiro levava em grandes sacos, mas também não durava quase nada. Vendia muito.

A molecada que trabalhava vendendo pipoca e no bar, tomava café em casa nas madrugadas. O que sobrava, a gente colocava em saquinhos e todos eles levavam. O bar fechava às 20h e às 3h já abria novamente. A gente vendia tudo, pra começar o outro dia com coisa nova. O Suruba era quem fazia a pamonha pra nós. Levava bastante e vendia tudo. O povo gostava. E a pamonha dele era boa mesmo. Ele não plantava milho, mas fazia muita pamonha.

Aquela escada [o ‘escadão’]… que sofrimento para subir por ali. Quando chegava um trem, todo o povo queria subir. Uma loucura. Mas eu tinha muita prática; em três tempos estava lá em cima e chegava no Pedroso. A dona Maria fazia uma comida gostosa. Perto da estação tinha o refeitório da Sorocabana também. O Sizino trabalhava lá. Era um homem bom. Cheguei a comer com eles.

Com o Bertolli eu tinha um amizadão, mas não era muito chegado. Ele não ligava muito pra política. Era um pouco diferente de nós. Era o ‘chefão’ na Sorocabana. Tinha bastante gente que ajudava ele, mas era ele quem mandava em tudo. O maior negócio que havia em Iperó, o maior movimento, era a estação. Então, ele era muito respeitado.

Em Iperó tinha um soldado chamado Joãolão, um grandão. E o Luís soldado, que bebia como um danado. Depois veio o Aniba. Um ‘ grandão’  demais e um ‘pequenininhos’. A cadeia era vizinha do Agenor barbeiro. Até eu uma vez, antes de Iperó emancipar, fui nomeado delegado. Eu não queria, mas fiquei uns meses.

Eu gostava do Nersão [Nélson Costa] também, pai do Jumbé. Ele não saía da minha casa. Jogava com a gente. Gostava de jogar truco.

Nesse tempo havia uma rixa entre os ‘janistas’ e os ‘adhemaristas’. O Carlos Arruda e o pessoal da ferrovia, por exemplo, era ‘janista’. Já o sr. Campos, o Pedroso e a turminha deles era ‘adhemarista’. O Jânio tinha aquele jeitão, mas foi um bom governador. Mas, pra mim, o melhor governador foi o Adhemar de Barros.

Eu achava que Iperó tinha que melhorar, porque o movimento era só de trens. A estação e mais nada. O centro não existia. Aí eu falei para a turma: “Vamos [emancipar]…” Tinha, dentre tantos, o Gabriel Américo (um cara muito bom), o Jorge Nassif (um companheirão para a emancipação). E nos reunimos. O Jorge era ‘polícia da Sorocabana’ naquele tempo e trabalhava em São Paulo. Ele começou a ajudar na emancipação junto comigo e eu ganhei a confiança do Adhemar. O palácio ficava nos Campos Elíseos, perto da estação. A gente, toda vez que ia pra São Paulo, toda segunda-feira, ia até o palácio. O Adhemar falava: “Vocês não saem daqui?” Mas eu agradava ele. Sempre levava um ‘quartão’ de leitoa, sempre levava alguma coisa pra ele lá. Tinha os cozinheiros do palácio que faziam as comidas e ele gostava muito. Era um homem criado na fazenda; então ele gostava. E começou a me ajudar.

O Roberto Cardoso Alves era a favor de Boituva, pra não deixar Iperó emancipar. Lutou junto com o pessoal de Boituva, mas a sorte é que ele já era deputado federal e perdeu a influência na Assembleia. Boituva fez de tudo para não permitir a emancipação. A nossa divisa era perto do Santo Antonio. Iperó pegava toda aquela área dos Rosa, mas o pessoal de Boituva só era favorável à emancipação se mudasse a divisa. Concordamos.

Aquela área hoje tem bastante indústrias, mas naquele tempo não tinha nada. A divisa veio para o rio e não teve jeito mais. Então, nós ficamos ‘pequenininhos’. O Carlos Arruda era ‘rafaelista’ e trabalhou contra nós na emancipação. O Suruba, o José Pedro e mais uma ‘turminha’ de Iperó foram contra também. Aí, o Felício trabalhava na Prefeitura de Boituva e tinha mais um outro de Iperó que também trabalhava. Falei que não ia aceitar os funcionários da prefeitura de lá e ia colocar funcionários novos em Iperó. Então, eles voltaram a trabalhar em Boituva e ficaram contra nós também.

Quando chegou a votação para a emancipação de cada cidade, Iperó não tinha condições, porque era muito pequena. Assim [na época do plebiscito] surgiu a ideia de falar com a turma de Bacaetava, pois eles eram distrito de Araçoiaba da Serra. Lá havia o sr. Benedito Bertolaccini (que era o ‘chefão’) e aquele senhor da casa da esquina; não lembro o nome dele, mas era um homem bom pra caramba. Os dois pegaram firme e me disseram o seguinte: “Nós concordamos. Vamos trabalhar pra isso, para passarmos para Iperó e sairmos de Araçoiaba, porque Araçoiaba não faz nada por nós. A única coisa que vamos exigir é que você traga a água pra nós.”

O distrito é Bacaetava. A divisa vai até Araçoiabinha. Metade de Araçoiabinha pertence a Iperó. Ipanema e tudo aquilo lá pertence ao distrito de Bacaetava e veio automaticamente na emancipação. Valeu o que o povo queria. Queria pertencer a Iperó. Os eleitores de Bacaetava, Ipanema e George Oetterer votaram favoráveis a Iperó. George Oetterer nunca vai passar para outro lugar, porque lá é bairro e não distrito. No geral, o plebiscito ainda teve 80 votos contra a emancipação.

O projeto foi para a Assembleia Legislativa, que aprovou a emancipação. Apareceu uma meia dúzia de municípios tão pobres quanto Iperó e o Adhemar vetou, inclusive Iperó. Ele já estava ‘caduco’. Apareceu o veto e na outra segunda-feira eu estava lá brigando com ele. Ele disse: “Puxa… eu vetei, mas não queria vetar Iperó. Queria que vocês emancipassem. Vamos fazer o seguinte: traga o Cyro [Albuquerque, presidente da Assembleia Legislativa] aqui.” Fui atrás do Cyro na casa dele, no Ibirapuera, e voltamos ao palácio para falar com o Adhemar novamente.

Ele disse: “Cyro, eu vetei Iperó, mas vocês vão derrubar o veto. Controle os deputados lá. Eu vou ligar para a turma minha, para que todos votem favoráveis a derrubar o veto.” A única deputada que votou contra foi a Conceição Costa Neves, que achou que era algum ‘rolo’ que estavam fazendo. Segundo ela, como iria emancipar um município que não tinha condições nem de ser distrito? Ela acabou com a gente. Mas chegou na hora, a turma derrubou o veto e ela ficou com uma cara louca de brava.

Por causa disso tudo, as nossas primeiras eleições saíram atrasadas. Ficou assim durante quatro mandatos: meu, do Carlito, do Paula Leite e quando voltei. A eleição era em novembro e a gente tomava posse em março. Assim, 21 de março de 1965 foi a data da nossa posse.

Sorte nossa foi o Cyro. Ele foi o nosso pai. Era o presidente da Assembleia e trabalhou pra caramba. Se não fosse ele, a gente não teria emancipado Iperó. Mas foi bom, porque o povo de Iperó também ajudou bastante. Eu e o Jorge estávamos em São Paulo quando a Assembleia derrubou o veto. De lá, ligamos pra Iperó. “Já somos município!” Dá até vontade de chorar em lembrar daquilo. O João Domingues tinha um caminhão, o Oscarzão tinha um caminhão velho, o Orlando Sartorelli tinha uma caminhonete, o Moraes tinha um carrinho.

Sei que reuniram a turma toda e a maior parte do povo foi a pé de Iperó até Boituva para me esperar. Foi uma coisa medonha. Precisei ir pra Sorocaba, uns dois dias após o fim da festa da emancipação, para ‘curar’ a região genital, de tanto que a turma me carregava nas costas e levava pra lá e pra cá. Faziam aquela ‘barbaridade’. Vinha um, vinha outro e dizia: dá aqui que eu quero carregar também. Quase me rasgaram no meio. O Zé do Joãozinho Domingues foi um dos que mais me carregaram. Foi uma coisa do outro mundo. Veio aquele povão, com rojão (não sei onde arrumaram tanto rojão), por aquela estradinha velha de terra. Descemos de Boituva até Iperó fazendo festa e foi até de madrugada.

O padre Olavo era muito ‘esquentado’ e ‘violento’. Também era contra a emancipação. Perdeu, ficou ‘louco’ de bravo. Eu andei dando uns ‘coices’ nele, duros, e ele se tornou meu inimigo. Com a emancipação, ele pediu para sair de Iperó e disse que não ia mais atender Iperó. A igreja ficou fechada durante mais de um mês. Depois veio o padre Hilário, com o qual negociamos a casa da igreja para se tornar a sede da prefeitura.

Sei que, no fim, vencemos tudo. Foi difícil, porque a gente sabia que não tinha condições. Mas entramos na luta e queríamos ver no que ia dar. Conseguimos realizar o que queríamos. Tanto, que no começo eu disse: “Vamos colocar um outro candidato. Tem o Milton Sartorelli, que é de Iperó, família de Iperó. Que seja ele o candidato.” A turma disse: “Não, tem que ser você. Você conseguiu a emancipação, então vai ser o candidato.” O Jorge também não quis saber e não aceitou nem sair como vice. Aí o vice foi o Milton. Mas ele ficou bravo – naquele tempo votava para prefeito e depois para vice separadamente – porque teve 38 ou 48 votos a menos que eu e nunca pôs o pé na prefeitura.

O começo de Iperó foi duro. Naquele tempo, cada um tinha o seu pocinho e era um tal de queimar aquelas bombas flutuantes. O pessoal ficava sem água e reclamava. Eu disse: “Vamos dar um jeito de melhorar.” Não tinha dinheiro para fazer os poços. Coloquei uma Kombi na rifa. Saímos vender aqui e fomos vendendo até Presidente Prudente; fomos para o Paraná vendendo e voltamos pra Iperó. Vendemos bastante. Deu pra pagar muita coisa e comprar tudo o que precisava. Foi sofrido, mas deu tudo certo.

Prometi e levei a água para Bacaetava. Fiz dois poços artesianos para abastecer as duas vilas. Levei a luz até a região do ‘Sítio Grande’, onde hoje é a Aramar. Foi tudo no meu tempo de prefeito. Ficou em 92 ‘contos’. O dinheiro veio para a Caixa Econômica Federal em Sorocaba. O Adhemar autorizou e mandou o dinheiro. Nós não tínhamos banco; não tinha nada em Iperó. Fomos buscar o dinheiro na agência, na rua 15 de novembro. Fui com uma perua velha e encostamos lá. Eu mandei fazer um saco de couro em Tatuí, de um metro e pouco de altura. Os 92 ‘contos’ encheram até a ‘boca’ do saco e levamos o dinheiro.

Ficou combinado que eu ia buscar o dinheiro e pagar a turma da ‘Light’ na prefeitura. Tinha um mesão na Câmara (era tudo junto, Câmara e Prefeitura, na casa da igreja) e viramos aquele sacão de dinheiro ali em cima. Esparramou tudo por tudo ali. Reunimos os vereadores, sr. Pedroso, Dito Pires, João Gonçalves Camargo (um cara com quem eu tinha muita amizade e de quem eu gostava muito), Adão Folim e os outros. Reunimos todos e a turma da ‘Light’ para contar aquela ‘dinheirama’. Demorou umas quatro horas para separar e conferir tudo. Pagamos aquilo, logo em seguida começaram o serviço e chegou a luz em Bacaetava.

Na minha eleição, Bacaetava tinha mais de 400 eleitores e eu cheguei a ter 400 votos. Foi difícil. Eu só não larguei a prefeitura, porque tinha vergonha. Era a coisa mais dura que existia, porque no começo não ganhava nada e só havia despesa. Sorte que eu ganhava bem na estação. Eu ia lá e fazia o que tinha que fazer. Quantas vezes estava trabalhando na estação e tinha que largar, porque o pessoal queria uma ambulância para levar doente pra algum lugar. Naquele tempo era difícil conseguir um motorista e deixar à disposição (a prefeitura não tinha dinheiro). Então, a gente precisava levar. Na época do segundo mandato, eu montei o posto de gasolina na avenida. Assim, deu pra ir ‘tocando’. Tempos depois, criaram um ‘ordenado’ para vereador e prefeito.

Fiz o matadouro, a ponte sobre o rio Sorocaba, a ponte sobre o rio Ipanema, a usina de asfalto, as primeiras ruas asfaltadas, a prefeitura e o muro do cemitério. Antes, o cemitério era fechado com arame. O gado do Joãozinho andava por cima dos túmulos onde o pessoal estava enterrado. Às vezes, naqueles lugares de terra mole [oca], eles afundavam as patas e quase pisavam na cabeça do pessoal enterrado. Aí eu fechei com muro lá.

Tinha o caminhão onde levavam a carne do gado abatido no matadouro. Era chamado de ‘carne verde’. O João do Hamilton dirigia. Ele ajudava o Olavo Redini matar os bois e depois entregava a carne para o Genésio, o Zeca e o Flamínio. Nessa época veio o desentendimento entre o Flamínio e o Pedroso, por causa de não deixar mais matar os animais no perímetro urbano. Antes, eles matavam ali no centro, onde hoje é o Esplanada. A Câmara aprovou a lei proibindo e o Pedroso era o presidente da Câmara.

Sempre, à noite, ele [Pedroso] subia para jogar truco lá em casa. O Flamínio, numa noite, rodeou por ali. A turma viu que ele estava rodeando e mostrando o revólver. Quando ele atirou, o tiro pegou na barriga do Pedroso e não fez nada. Sobrou para o Pedroso. Não foi o prefeito quem proibiu; o prefeito cumpriu a ordem da Câmara. Mas não sei o que aconteceu; o Flamínio era gente boa. Eu gostava dele e comigo ele tinha um ‘amizadão’. Eu sempre fazia coisas para ele, e para mim ele era muito bom. Nossa.

Quando terminou o primeiro mandato, entrou o Carlito, que era o meu candidato. Mas não dei palpite na administração dele. Assim como o Marcos, que era o meu candidato quando foi eleito na primeira vez. Eu deixava que cada um fizesse o que quisesse. Alguma coisa que precisavam e não conheciam em São Paulo, eu orientava, porque eu tinha muito conhecimento. Orientei muitas vezes o Carlito. Mas, palpite na administração eu nunca dei. Inclusive, para falar a verdade, na primeira administração do Marcos eu só assisti a posse e não entrei mais na prefeitura durante os anos do mandato dele.

Quando o Carlito estava para sair, o Dito foi candidato. Mas a gente estava brigado e eu não trabalhei para ele. O pessoal vinha me perguntar: “Zé, nós vamos votar no Paula Leite?” E eu respondia: “Eu não vou.” E ele ganhou, mas com pouca diferença, pois eram poucos eleitores na cidade naquela época e teve muito voto em branco. O pessoal até que ‘me obedecia bem’…

Quando o Dito estava terminando o mandato, eu me candidatei. Todo mundo achou que era fácil e queria ser candidato. Tinha ARENA 1 e ARENA 2, MDB 1 e MDB 2. Ele lançou o candidato e não quis nem conversa comigo. Aí eu pensei: “Que leve a breca, mas agora eu vou sair. Quem sabe eu consigo ganhar do candidato dele.” Saíram, além de mim com o Dinho, o Mauri ‘japonês’, a Neide e o Silvano, o Candinho Nabas e o Alcides Zovaro. Eu achava que com essas divisões não ia ganhar. No fim da história, somei os votos de todos os outros e ainda tive 111 votos a mais.

No meu segundo mandato, para a chegada da indústria, a Indelpa até compraria o terreno do Paula Leite. Tentei negociar para ele vender para a indústria, mas ele estava bravo (o candidato dele havia perdido a eleição). E o que aconteceu? Eu disse: “O senhor não vai vender, mas eu me interesso pelo terreno. Se o senhor não vender, a prefeitura vai desapropriar.” Ele disse: “Faça o que quiser. Vocês não vão conseguir tomar de mim.” Sei que eu fiz a desapropriação. Porto Feliz veio avaliar o terreno, o quanto valia. Ficava mais ou menos 500 e poucos ‘contos’. Consegui um financiamento na Caixa Econômica Federal para pagar o terreno. O dinheiro saiu, estava na conta da prefeitura já, mas o meu mandato estava nos últimos dias. Então, deixei para o Marcos [Andrade] pagar.

Não tenho boas lembranças de ser prefeito. Tanto, que podem oferecer a melhor prefeitura pra mim hoje, que não quero nem saber. Outro dia eu estava lembrando do pessoal daquele tempo: ali na Porfírio havia o sr. Orlando da farmácia que era do meu lado, sr. Tristão Rosa e a família inteira eram do meu lado, sr. Campos e a família, o Bibe e a família, Paula Leite e a família naquele tempo eram do meu lado, o João Del Vigna, o Agenor, o Olímpio Pavon era ‘fanático’ da gente, a mãe do Bisteca, o Genésio, o Mingo também era ‘fanático’, o João do Vital, o Zeca, o João Sarubi, o sr. Orlando Sartorelli, o Zé Vitorino, o Zé Calixto (e o Rei, pena que morreu muito novo), o Gusto Canaviá. Tinha muito ‘evangelista’ também, que eram gente fina, mas não falavam sobre o voto; o único que falava era o Sebastião Senna e a família inteira que eram do meu lado também. Sempre que eu ia pra Iperó, ia à casa dele; era um amigão.

Não queria mais ser prefeito, mas ainda fui candidato a vereador em Iperó há alguns anos. E só depois fui pensar que mais de 80% dos meus eleitores já haviam morrido.