Livro de Visitas

A partir deste LIVRO DE VISITAS, conforme surgem novos relatos sobre Iperó eles são acrescentados aos “Fragmentos de história”. É um espaço idealizado originalmente pelo Augusto Daniel Pavon. Com pequenas crônicas, juntamos várias peças do grande quebra-cabeça que é a história de uma cidade como a nossa.

É o próprio Pavon quem explica: “Para resgatarmos a história não bastam fotos e opiniões de pessoas queridas ou simpáticas. Precisamos garimpar. E ainda é possível: pessoas que viveram, registraram, se empolgaram, têm senso crítico e possam nos dar uma sequência histórica aos fatos. A ideia é simples: com as nossas recordações e histórias, nos utilizando de narrativas, descrições e crônicas, resgatar dados para subsidiar a história informal de Iperó. Com isso, ofereceremos uma visão da dinâmica de vida da época.”

Portanto, fica o convite para que cada um deixe uma mensagem ou escreva as suas histórias vividas em Iperó. São registros muito importantes.

Obrigado e um grande abraço a todos,

Hugo Augusto Rodrigues

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465 entries.
augusto
Hoje, dia 30/04 de..., 19h, estou feliz e apreensivo, talvez não consiga dormir bem, embora precise, pois amanhã,03h da manhã estarei me levantando,o sono rapidamente desaparecerá, lavarei o rosto,tomarei meu café com leite, naquela canequinha que seu Chico Politani, pai do Telo, avô do Quico, o "riscado", colocou um cabo e, engraçado, nela o café com leite ficam mais quente. Comerei um pedaço de pão com manteiga, naquela época estava surgindo a margarina Matarazzo. Após, sapatos escuros, meias escuras, calça curta,azul marinho, camisa branca,boné azul com a figura de um "lobinho", bastão com uma bandeirinha onde se via o "lobinho", figura representativa de quem estava se iniciando no escotismo,e, então, acompanhado de meu pai, Olímpio, ia me encontrar com os outros,coordenados pelo seu Virgílio Gomes, diretor do Gaspar e seu auxiliar seu Rubens.Já citei em outro lugar a emoção de marchar na madrugada pelas ruas poeirentas de Iperó, ao som de nossa fanfarra,e não mais que de repente, cruzarmos com a Sta Cecília, a maravilhosa banda Sta Cecília e seus dobrados,cruzarmos em algumas esquinas. Imagem maravilhosa para mim, que guardo até hoje.Eu amava aquela banda! Alvorada, esse era o nome de todo esse movimento. Terminávamos, nós e a banda, cada grupo em uma casa onde nos era oferecido um belo de um café.Isso era a abertura do 1º de maio e a minha participação ativa, mas importante, muito, prá mim. depois eu não mais dormia e continuava como assistente das disputas( corrida a pé, bicicleta- Iperó/Boituva- cabo de guerra, boxa, e outras, até mais ou menos 11/12h quando havia o grande desfile de todos os time que disputariam um maravilhoso torneio( eu achava maravilhoso), times de Boituva, Capela do Alto, Porangaba,Ipanema, da Bela Vista,Sorocabana-2º time.No início da noite descíamos, banho e cinema(aquele barracão que citei muitas vezes e que amávamos) para um baile de encerramento. Precisava mais?. Bem agora vou dormir ,pois amanhã 3h da madruga eu me levanto para a "alvorada". Boa noite!
augusto
Uma pedra é uma pedra, até que associemos a ela o ser humano! A não ser que a ela associemos algo humano e importante, seja alegre ou triste! A nossa ligação à pedra depende de uma história que a ela associemos, nossa história. Quero dizer que um lugar- Iperó - não é bonito ou feio por si só, necessário se faz gente história que a transforme em algo importante, prá bonito ou pra feio ou melhor, prá ambos...bonito e feio!!!A minha história com ela, Iperó, está , como já escrevi em outra oportunidade, nas ruas de terra, de lama pós chuvas, nos barquinhos de papel que corriam na sarjeta , nas roupas que molhávamos nas chuvas, nos papagaios que soltávamos, nos jogos de bolinha de gude, nos piões, nós jogos de botões,nos faroestes onde com cabos de vassouras transformados em cavalos, queríamos sempre ser os "mocinhos", nos filmes, nos bailinhos, nos amores,no futebol, nos nosso rio, o Sorocaba, no nosso Gaspar Ricardo, o nosso Grupo,nas nossas festas de Santo Antônio, nos nossos primeiro de maio, nos nossos sete de setembro, nas nossas bicicletas, nas nossas brigas, no nossop primeiro "porre". Isso e mais, muito mais que isso, na nossa família forjamos a nossa história com essa cidade, esse lugarejo e cresceu um amor, amor eterno. Ela, Iperó, já não é tão bonita como antes, os tempos são outos, eu sou outro nos meus 69 anos, más... com certeza, eu sempre a amarei, porque nela eu tenho história, ela é a pedra do início da conversa, mas uma pedra com a qual eu fiz a minha história.Será, para mim, uma pedra sempre amada. Nela eu construi a minha história com "gente" e isso fez dela viva, eternamente viva e linda!!!!
Vinicius Moraga
Parabéns, Hugo, pelo trabalho.
Conhecemos a Floresta Nacional de Ipanema em 2011, numa visita monitorada. Foi um passeio bem diferente, enriquecedor, e nosso relato está no nosso blog: Os Caminhantes.
Vera Maria Barbosa Cassu
Ano 89.
Desde que cheguei em Iperó, encantei-me com sua hospitalidade.
Povo manso e maneiro que gosta de todos que chegam e abraçam como se fossem mineiros...
Povo simples, de boa fé, nunca dispensa uma boa conversa, na janela ou na sala, servindo um delicioso e cheiroso café!!!
Saudades dos bons tempos...
(VMB.)
Said Jorge Moraes
Querido amigo Hugo!
Quero deixar a minha gratidão e admiração pelo resgate da nossa história.
Alguma lágrimas rolaram pela minha face ao reencontrar o meu distante passado.
Não sou poeta para expressar o meu sentimento, mas inspirado nas imagens que presenciei, deixo registrado nos anais da nossa existência a palavra "Saudade".
Saudade é a ausência da presença que partiu, mas hoje ela se fez presente, recordando os momentos inesquecíveis que vivenciei nesse pedacinho de chão.
Apraz-me cumprimentá-lo em nome dos conterrâneos por ter revelado a nossa história.
Carinhoso abraço!
JOSE GONZAGA FABREGAT
PARABÉNS AO POVO DE IPERÓ E A TODOS OS ORGANIZADORES DESTE TRABALHO MARAVILHOSO.
ASSIM PODEMOS CONHECER MUITO MAIS DESTA CIDADE QUE É O MARCO DO POVO QUE VINHA DE TRENS LÁ DA ALTA SOROCABANA. QUANDO PASSÁVAMOS POR IPERÓ PARECIA QUE A VIAGEM SE TORNAVA MAIS ALEGRE E CONTAGIANTE. SEMPRE CONVERSÁVAMOS COM ALGUÉM DE IPERÓ QUE EMBARCAVA NOS TRENS E VINHA PARA SOROCABA TRABALHAR, NA CIDADE OU NAS OFICINAS DA SOROCABANA.
DEPOIS QUE FUI REMOVIDO DE PRESIDENTE EPITÁCIO PARA A BARRA FUNDA É QUE FUI CONHECER DE VERDADE ESTA CIDADE.
PASSAVA QUASE SEMPRE TRABALHANDO COMO MAQUINISTA POR IPERÓ, E O AR ATÉ RENOVAVA PARA NÓS. COMO ERA GOSTOSO PASSAR POR IPERÓ E RUMAR A BOTUCATU.
MEUS CUMPRIMENTOS A TODOS DESTA BELA CIDADE.
Jota Abreu
Parabéns, meu amigo e irmão!
Seu trabalho é devotado e merece todo o reconhecimento. Você é fera!
Grande abraço!
Confesso ter sentido bastante falta de ler/reler este 'Cidade de Iperó' e comentar por vezes.
Já me disponho como visitante assíduo destas páginas.
Parabéns, Hugo.
Gostei da nova cara, nova diagramação, novo leiaute.
Abraço.
Ederiano
Parabéns, Hugo! Belo trabalho!
Há muitos anos acompanho esse site.
Gosto de ler, relembrar e sempre faço umas visitas.
Não foi onde nasci, mas está em meu coração.
Lá vivi grande parte de minha adolescência.
Hugo Augusto Rodrigues - 31 de agosto de 2017
Meus amigos,
Depois de mais de dois anos impossibilitados de escrever no livro de visitas, devido à imensa quantidade de spans, enfim ele está reaberto para o registro de novas histórias.
Junto à reabertura do livro, que por sinal é um novo livro, está no ar também um novo site "Cidade de Iperó".
Uma versão mais moderna e dinâmica, mas sem perder de vista tudo aquilo que nos trouxe até aqui. São 7 anos de site e 14 anos de pesquisas.
Fiquem à vontade para escrever e compartilhar material com a gente. É uma imensa alegria ter a oportunidade de levar adiante esse trabalho, que na versão atual já apresenta mais de 2.400 imagens sobre Iperó e centenas de histórias relacionadas à cidade em épocas diversas.
Tudo isso confirma que a nossa memória já não está perdida mais, mas ainda há muito por fazer.
Grande abraço, obrigado a todos e fiquem com Deus!!!
Hugo
Guilherme Seifert Neto
Prezados,
Somente na data de hoje (04/05/2015) tive a oportunidade de acessar este site. Não tinha conhecimento do mesmo anteriormente.
Como filho de ferroviário, dos idos tempos da antiga RFFSA, a paixão por trens parece que fica no sangue.
Porem triste é conviver com o descaso e o espúrio cometido contra o patrimônio da referida, e por assim dizer do Brasil, quando vemos e conhecemos mais imagens do abandono e roubos cometidos. Os casos vão acontecendo.
Janderson Ribeiro
Aconselho a todos lerem este capitulo desta cidade que, encanta a todos que a visitam.
Cléo Castro Dourado Cascales
Nunca morei em Iperó, mas passei várias férias escolares nessa cidadezinha que me trás lembranças lindas de minha adolescência. Era muito bom... ficava em casa de tios. Namorei em Iperó, conheci pessoas que tiveram grande importância em minha vida... Iperó... quanta saudade!
Aníbio Rosa
SÍTIO GRAMADINHO
ESTA É A HISTÓRIA QUE EU VOU CONTÁ
Lá pras banda do Peró às margens do Sarapú havia uma cabocla mãe de um garotinho. A muié era bunita e se chamava Maria, casada com um valente do sertão. Quando esse valente José saía com a sua tropa de mulas ficava vários dias viajano, prá entregá na estação do trem os grandes fardos de algodão, café milho e feijão. A mula-madrinha com cincerro no pescoço guiava a tropa pelos perigosos caminhos, mas lá na taperinha, sozinha a cabocla tinha medo e quando escutava o esturro da onça, pegava o filhinho e se enfiava embaixo do fogão de lenha e rezava prá Virgem Maria e prô Menino Bom Jesus de Pirapora.
Um dia, a cabocla perguntou ao marido: __ Zé! Como é um trem?
José ficou pensativo e se lembrou da última viagem. Após o embarque das mercadorias, a locomotiva "gemeu " soltando grandes rolos de fumaça e então respondeu a Maria: __ o trem é uma casa que anda arrastando um monte de paió, um amarradinho no outro.
Maria imaginou o trem com destino à cidade grande e profetizou: __ Se um dia eu entrar nesse trem, nunca mais hei de vortá prô sertão.
José amava Maria e lembrô do dia que fugiu com ela na garupa prá se casá numa capela bem longe. Então não teve dúvida e vendeu o sítio de vinte alqueires e embarcaram. __ Prá nunca mais vortá.
Hoje! __ somente resta a antiga balança de dois ganchos e duas argolas, que eram amarradas na cumeeira do paió prá pesá os fardo de argodão, café, mio e fejão. ... Aníbio Rosa.
Elisabeth Rodrigues
Transeuntes do tempo .Ler sobre Iperó é apaixonante .O site do Hugo está ficando com muito conteúdo .A cada vez que o relemos descobrimos coisas novas ,fatos ,fotos e pessoas . E viajamos na História . Imaginamos a estação sem a estação . O campo de futebol , só mato .O local da Matriz de Santo Antonio ,como será que era ?Quais pessoas transitavam por aqui antes da instalação da ferrovia ? De que se alimentavam ? O que faziam ?O que havia escrito numa antiga lista de compras ?Quais Bairros já se delineavam ?
Alguma mulher arrimo de família sustentando tudo ?Havia alguma loja ?Armazém ?Padaria ?O que vestia esse antigo povo aqui e na região instalado . De que forma poderíamos saber alguma coisa ?É claro que é através da escrita e do registro Histórico ,de anotações familiares ou até pela oralidade em que muita coisa era transmitida através dos mais velhos da família ,que trazia conhecimento que não poderia se perder . Tive acesso a algumas informações e pude manusear um grande livro ,pesado pra chuchu ,que me foi confiado e dele anotei nomes ,bairros ,lista de compras ,grafia das palavras e muitas coisas que passarei para o site ,com a permissão da dona do patrimônio Histórico . Esse Livro Caixa , foi emprestado por um membro da Família Guazzelli ou seja a Ana Guazzelli ,que tem a guarda dessa relíquia da família . Pena não ter foto do Armazém da família Guazzelli em Bacaetava ,onde tudo começou ,pois ali se vendia de tudo ,desde querosene, a litros de arroz . Tudo é muito interessante e postarei algumas coisas.
José Roberto Nóbrega
Emocionante o trabalho executado pelo autor. Parabéns.
Luciano Diniz Camargo
Parabéns pelo excelente trabalho. Riquíssimo em detalhes. Parabéns por preservar a memória de sua cidade.
Kátia Alessandra
Perfeito este site. Me apaixonei.
Suely Gonzaga de Jesus
Hugo, muita paz... amei ver tudo!
Senti saudades, muitas saudades... logo que eu esteja inspirada, vou escrever algumas lembranças daqueles tempos...
Deus abençoe todos... muita paz.
Abraços.
Benedito Leite Catarino
MORO EM MONGAGUÁ/SP, MAS NÃO PERDI O CONTATO COM MEUS CONTERRÂNEOS IPEROENSES.
SOU IPEROENSE DE NASCIMENTO E DE CRIAÇÃO.
Zezinho de Lima
Como eu vivi essa época de Iperó, minha cidade natal, quero parabenizar pelo excelente trabalho feito pela história de Iperó, apesar de que falta citar muitos nomes de pessoas importantes que fazem parte dessa história.
Dr. Omar Bernardo Viera Pulido
Este site é muito importante para conhecer a verdadeira historia do município. Nele encontrei toda a informação que precisava sobre a cultura deste povo extraordinário.
Sou médico cubano e faz um ano cheguei a estas terras, ao princípio muito preocupado pelo desconhecimento, mas este site deu a luz necessária para saber mais de vocês.
Obrigado por serem tão educados, tão boas pessoas.
Obrigado.
No dia 21 último estive mais uma vez em Iperó. Desta feita o Zé Roberto - Moraga Ramos - foi meu cicerone. Fiquei por lá quase o dia todo. O Zé andou de carro comigo pra lá e pra cá. Revisitamos locais, encontramos uma e outra pessoa, e foi me apresentado novos lugares. O Zé me levou a bairros que na década de sessenta, cinquenta anos atrás, eram apenas pasto e que agora são ruas asfaltadas, com comércio e residências.
Em setembro de 2011, numa das vezes em que lá estive, eu havia tirado muitas fotos e que hoje só são fotos, os locais estão modificados. Houve mudanças neste curso espaço de tempo.
A praça principal, por exemplo, a da igreja de Santo Antonio, sofreu mudança mais uma vez - houve alteração no seu piso e a inclusão de um grande painel retratando a igreja e o coreto que eu conheci na minha infância e adolescência. Aquela praça antiga só posso revisitar na memória, em fotos, e agora no grande painel ali exposto. Foi com alegria que notei, pelo menos em uma avenida, em seu canteiro central, a existência de pista para caminhadas - ou seria ciclovia? Não notei a sua extensão, nem se há outras pistas em outras ruas.
Ana Cristina Chaluppe Galvão Kourani
Boa tarde,
Encontrei no site de busca informações sobre a cidade de meu pai. O Nome dele é José Nicanor Galvão, foi escoteiro, ele que carregava a Bandeira. Ele é filho de Nicanor Galvão, neto de Antonio Galvão e bisneto de Porfírio de Almeida e Rita Mota.
Se o senhor tiver algumas informações sobre a história desta família, como fotografias, gostaria de ter o conhecimento, pois faz parte da minha história também.
Elisabeth Rodrigues
Estes dias estive no lançamento de dois livros em Votorantim, local onde resido por força das circunstâncias que vão mudando nossos endereços. É a vida, é a vida, como diz a música. Seja qual for a distância, temos nossas raízes, nossa história e procuramos saber da história de nossa cidade, fuça aqui, fuça ali. Isso tem feito o jornalista César Silva, que na TV Votorantim capta e registra a história de pessoas da cidade, ligadas a vários aspectos sejam políticos (emancipação), comerciais, curiosidades e tudo mais. Dois que também lutaram pela emancipação do município, já contando com 98 anos, tiveram destaque especial. No palco foram reunidas cem pessoas que receberam o livro das narrativas do programa e um diploma. Livro com mais ou menos cem fotos, garimpadas. Personagens vivas da história, artistas, escritores conhecidos na cidade. Muitos personagens que foram atrás da nossa emancipação política não estão mais entre nós, mas estão seus primogênitos, suas fotos, suas narrativas e muitos registros nos jornais. Que tal listarmos esse pessoal, fazendo um grande dossiê histórico para futuras gerações e arquivo do município? Importante registrar a imagem, mesmo com celular. Hugo, você tem muito material, mas acho que é preciso listar um a um, fotografar, recolher fotos antigas e copiar, reunir as entrevistas que vc e Moraga já conseguiram, ainda há pessoas antigas na cidade que tem histórias a relatar, para serem abordadas. Sei que é muito trabalho, mas acho que vale a pena e acredito que grande parte disso tudo já está pronto. Pense nisso tudo e nós também poderemos ler e conhecer em maior profundidade nosso povo e nossa história, que sempre vai ser NOSSA independente de quem aqui aporte ou pise no chão da nossa querida Iperó.
Augusto Daniel Pavon
Eu sempre quis reunir pessoas da cidade, pessoas que houvessem convivido uma mesma época, a minha, é claro, final de 50, toda 60 e parte de 70. Não sabia como fazer. Sabia o que queria. Pessoas amigas, independente do que eram atualmente. Pessoas com as quais dividimos a Iperó. Mas como, onde, como administrar, como financiar? Isso me frustrava, as pessoas gostavam da ideia, mas só. O que eu não sabia é que isso já existia e se repetia todos os anos e nesse, em particular, pois comemorou os 50 anos do SACI. Domingo, dia 07/12/14 na sede do SACI, que eu não conhecia, muito bonita, estive com uma família maravilhosa, organizadora do encontro, com pessoas simples, independentemente do título que possam ou não ter, que dividiram comigo as missas de domingo, os bailinhos ou os bailões, as tardes de futebol, jogando ou assistindo, as horas de "porto do Joãozinho", porto de areia, atrás do depósito, muito perto da sede do SACI, os jogos de botão, bolinhas de gude, papagaios, "farwest" brincado e assistido no velho e querido cine Sorocabana. Festas de Santo Antonio, procissões maravilhosas, carnavais... enfim, toda a nossa "INTENSA" vida em Iperó. Não faltava o que fazer. Foi com essa gente que estive nesse domingo. Sou grato, muito grato ! Obrigado Udovaldo, poeta Adroaldo (meu querido amigo), Gordo, Elizeu e todos dessa maravilhosa família. E vamo qui vamo! Estou realizado!
POETA ADROALDO. Devíamos todos ler a última dele, que ainda está me devendo.
Marcos Jomber
Nossa... muito bom relembrar!!!
Só senti falta de fotos do Sorocabana nos tempos dos bailinhos. Foi toda a minha infância lá... ou adolescência... sei lá.
Mas parabéns, muito legal!!!
Fernando Kluge
Parabéns pelo excelente trabalho Hugo!!!
Ariovaldo Lobrito
PARABÉNS PELO BELO TRABALHO.
INFELIZMENTE, ISSO QUE OCORRE AÍ, ACONTECE EM TODO O PAÍS. A ALL NÃO CUMPRE COM SUAS OBRIGAÇÕES, OS GOVERNOS SÃO FROUXOS. ENFIM, É O FIM.
ABRAÇOS,
ARIOVALDO - PRESIDENTE PRUDENTE (GERENTE DE OPERAÇÕES - RÁDIO ONDA VIVA)
Janderson Pereira Ribeiro
Adorei a iniciativa e o conteúdo do site. Conheço a cidade de Iperó há apenas 18 aos, mas por tudo que já vivi aí, desde quando era só a passeio, até a ida para morar, me apaixonei pela cidade.
A única pena é a construção do presídio. Antes dele não havia tanta droga, roubo e violência, mas nem tudo é perfeito. Sendo assim, AMO ESTE LUGAR.
Elisângela da Silva
Muito obrigada pelas informações...
Não me canso de ler e ver as belas imagens da nossa rica Floresta nacional de Ipanema.
Parabéns!!
Um abraço,
Elisangela da Silva.
Levi Lopes da Silva
Interessante: ia eu viajando pela rodovia Castello Branco e vi a informação “Floresta Nacional de Ipanema”.
Disse eu: o que será isso? Fui ao Google, descobri, agora quero ir pessoalmente para conhecer.
Hugo Augusto Rodrigues
Gusto,
Infelizmente, acredito que Iperó está “apenas” seguindo o caminho que o resto do mundo já segue há um certo tempo.
As coisas vão se tornando tão corriqueiras, mesmo as ruins, que acabam sendo consideradas “normais”.
É uma espécie de doença da qual as cidades grandes sofrem há mais tempo. E acabou se alastrando para as menores também. O individualismo; não há interesse pelo outro, ‘desde que o outro não mexa com a gente’.
Ninguém conhece ninguém e nem faz questão de conhecer também.
Em Campinas é assim... em Jundiaí também... em SP... hoje Iperó é assim... enfim...
Iperó cresceu bastante nos últimos anos. Deve estar com aproximadamente 35 mil habitantes atualmente. Perdeu aquela característica de lugar onde todos se conheciam (há 20, 30, 40, 50 anos ou mais) e isso, com certeza, é o que mais contribuiu para a situação citada no seu exemplo.
Por isso, o amor que você tem (graças a Deus) e declara através das lembranças de Iperó e o tio Moraga tem (graças a Deus também) através das fotos de Iperó, procuro cultivar e propagar através de cada uma dessas páginas. É sempre um prazer mexer com esse material e reencontrar todo esse pessoal, muitos deles que nem conheci, mas marcaram de alguma forma.
Esses espaços nos ajudam a não nos perdermos das nossas raízes e a valorizarmos tudo o que vivemos até chegarmos aqui em 2014. E acredito que nem tudo está perdido. Apesar de ser um espaço virtual, somos (me refiro a Iperó como um todo) privilegiados por termos construído esse verdadeiro ponto de encontro que hoje é o nosso site.
Grande abraço!!!
José Roberto Moraga Ramos
Meus caros,

Gusto escreveu a respeito da banalização dos fatos que nos eram corriqueiros da nossa Iperó.
As pessoas tinham nomes e sobrenomes, todos eram conhecidos. Os que não eram parentes, certamente eram compadres. Hoje não conhecemos as pessoas, não sabemos seus nomes, nem de onde vieram.
"Malemá " reconhecemos alguém. Acreditem: somos invisíveis, ninguém nos vê.
É triste caminharmos pelas ruas do velho centro, local povoado de lembranças e imagens. Talvez essa seja a minha busca. Saio o tempo todo com a câmera na mão, iludindo-me que vou encontrar a minha rua, meus amigos, meu pião... Fingir que vou encontrar no pernoite, no escadão, no campinho da “rua do meio” esses personagens que se foram e não tiveram a delicadeza de me dar um abraço de despedida.
Para o meu consolo, sei que em cada foto, embora ninguém perceba, eles estão lá, espreitando nas sombras, nos quintais, o meu devaneio. Dessa forma reconto minha história: poucas palavras e muitas imagens.
Augusto Daniel Pavon
A banalização de tudo!
Banalização no sentido de tornar corriqueiros fatos que há anos atrás marcavam, ficavam em nossas memórias, fossem bons ou não. Em Iperó as pessoas tinham nome (a prova é que elas emprestam seus nomes às ruas) e, não necessariamente, as pessoas que eram mais importantes para a cidade. Marcavam os Pedro Loco, Nhá Nina, Cachimbá e outros tantos. Marcavam as datas: Natal, ano novo, carnaval, 1º de maio, Dia das mães, etc. Marcavam os nascimentos, os aniversários, os doentes, os óbitos. Marcavam os apitos, os trens com seus prefixos e horários. Marcavam as senhoras que colocavam "chifres" em seus esposos. Marcavam os “Cruzados” (fita estreita, fita larga), as “Filhas de Maria”, os “Congregados”, o “Sagrado Coração”, o padre, as confissões que nós, crianças/adolescentes, fazíamos, sempre com os mesmos inocentes pecados.
Sabíamos tudo: os nomes, as datas, as coisas eram importantes. Os óbitos, naturais, por afogamento no nosso Sorocaba, por choque elétrico nos operários da ferrovia que trabalhavam na rede elétrica, nos atropelamentos pelos trens e os assassinatos. Esses últimos, então, sabíamos detalhes, pois todos estavam nesse tempo em que as coisas não eram banalizadas.
A TV TEM noticiou em Jundiaí um assassinato, recentemente, em Iperó. Na minha cabeça coisas se passaram: quem seria, como foi, por que foi, etc. Fiz duas ou três ligações e nada. Estive em Iperó e as pessoas pouco sabiam. Conclui, então, que Iperó, "plugada" como o mundo, também está inserida no universo da banalização dos fatos, sejam de que natureza forem. Já eram!!! Aguardamos por novos e não de amanhã, mas se possível da próxima semana. Nada tem "grude", nada fica. Tudo é rápido demais e nesse rápido não entram nomes, datas, lembranças, saudades... isso tudo atrapalha!!!
Coisas para saudosistas...
Hugo Augusto Rodrigues
Bom dia, meus amigos!!!
Cheguei em Iperó mais de 20 anos após o "31 de março de 1964"...
Mas sei que o golpe atrasou em praticamente um ano a independência definitiva da cidade. Apesar de a criação do município ter vindo com a Lei 8092 (28 de fevereiro de 1964), as eleições ficaram suspensas após o golpe e só foram autorizadas novamente no início de 1965...
José Roberto Moraga Ramos
Boa tarde!
Muito bom podermos voltar a registrar nossas vivências neste Iperó.
Com estamos às vésperas do dia 31 de março, acho que seria interessante o registro dos iperoenses a respeito do dia em 1964:
- Onde estavam?
- Qual foi a reação?
- Como souberam?
- O que diziam as pessoas?
Acredito que dá para formar uma opinião dessa época.
Sei que no dia primeiro de abril de 1964 fomos dispensados das aulas no Ginásio de Boituva. Voltamos a pé até Iperó.
Jair de Almeida Júnior
Uma preciosidade histórica preservada. Maravilha!!!
Augusto Daniel Pavon
Vou a Iperó com muita frequência e o que se torna claro é que a situação criada com metade da cidade, da Silvano (Duque) pra baixo não é aquela que possamos jogar a culpa nesse ou naquele prefeito. Sabemos que a ferrovia pariu a cidade. Esta (a cidade), por sua vez, não amadureceu, não cresceu. Viveu à sombra de sua mãe e nunca passou pela sua cabeça que ela (a mãe ferrovia) pudesse morrer... e morreu!!!
O que sobrou, a filha, muito difícil de ser recuperada, até pode, mas não é tarefa de um só prefeito.
O que vi agora, com a limpeza do pátio, já é um serviço árduo, necessário, bom, mas... um começo.
Como já disse, não é culpa e nem trabalho pra um só prefeito. Iperó não tem tamanho para a colocação “cidade velha” e “cidade nova”. Poderíamos dizer que existe a Iperó que sobreviveu, não muito, mas sobreviveu à morte da mãe; e a Iperó que não morreu, mas está completamente abandonada, à miséria, abandonada e sem perspectiva, numa penúria de dar dó.
Não dá pra censurar quem não fez, dá pra elogiar quem tenta, porque aquilo tudo é federal e a federação não tem o mínimo interesse. Eu já escrevi uma vez: talvez a questão a ser resolvida, como prioridade, seja a da posse legal. Os habitantes da antiga e linda vila ferroviária teriam a posse da casa que ocupam legalizada (bônus), passariam a pagar impostos (ônus) e assim usufruir das benesses que a municipalidade oferece como um DIREITO!!!
Elizabeth dos Santos Calixto
Ver este site é como viajar num tempo inesquecível!!!
Parabéns.
Neli Aparecida Politani Rua
Adorei rever fotos de antigos moradores; alguns convivi durante minhas férias de janeiro quando adolescente.
Fotos de meus pais e familiares... Hugo, parabéns pela iniciativa; tudo está perfeito.
Antonia Rosa Machado
Hugo, em 2010 a sua tia Elisabeth me reencontrou e muito feliz contou-me sobre o site de Iperó. Somos amigas desde o tempo de estudantes e há pouco tempo tive a curiosidade de abrir o site e ler os depoimentos do pessoal colaborador. E que pessoal, hein? Em dois dias li todos os relatos e me remeti ao passado muito emocionada. Os fatos citados não me eram estranhos, uma vez que até fevereiro de 1966 eu estava aí em Iperó, me preparando para uma nova etapa de vida a qual eu havia escolhido: enfrentar sozinha a gigante São Paulo, arrumar uma casa para alugar e depois levar a família de mudança. Contava com apenas 17 anos e essas ações não demoraram a ser concretizadas. Em março do mesmo ano recebi a família em São Paulo. Nem precisei ir buscá-la em Iperó. O meu pai, o sr. Custódio sapateiro, providenciou tudo: vendeu o barracão (salão adaptado para moradia) da rua Porfírio de Almeida, vizinho do sr. Raul Guazzelli, e partiu com a família e o cheque da venda do imóvel para a capital onde iríamos começar uma nova jornada em busca de melhores condições de vida, como muitas famílias iperoenses fizeram.
Sou Antonia (Titique), a filha mais velha do sr. Custódio e de dona Carmelina (como era chamada). Meu irmão é o Walter. Sou da geração da suas tias, do Tanaka, do Augusto Daniel, da Ana Guazzelli, do Geninho, do Enxadão, da Lurdinha Del Vigna, da Rosa Guazzelli, de outros e do mais especial de todos, meu marido Dirceu Pacheco Machado. Natural de Avaré, mas viveu em Iperó com a família desde os oito anos. O Dirceu é conhecidíssimo em Iperó. Filho de dona Rachel e Sr. Alípio Pacheco Machado. Tem dois irmãos Mara e José Alípio Filho. O pai já é falecido e a mãe,única cabeleireira profissional de Iperó, hoje com 87, vive em Sorocaba com os filhos. Residimos na capital, mas nunca nos esquecemos das nossas raízes.
Devo lembrar que tenho muitas histórias para contar. Que me aguardem os colaboradores! Só para começar, tenho a dizer sobre o Dirceu: cara trabalhador está aí. Na infância e juventude trabalhou de sorveteiro, vendeu sonhos para dona Esmênia, chupetinha e pirulito para o pai, pintinhos para um viajante, foi ajudante de padeiro, servente de pedreiro e por aí afora. Todas essas histórias são contadas hoje para os netos que nem se interessam mais por historias de contos de fadas...
Estou adorando ler os relatos e depoimentos. Êta pessoal bom!
Iperó deve se orgulhar desse pessoal que escreve muito bem, argumenta e expõe suas ideias.
Parabéns a todos e a você, Hugo, pela iniciativa. Até breve!
Isabel Pakes
Fotos da festa em louvor a São João Batista, que encontrei numa velha caixa na casa dos meus saudosos pais, Gentil Pakes e Benedita de Jesus Pakes, antigos moradores da Fazenda Ipanema. Nas fotos também está a minha saudosa avó Maria das Dores de Oliveira levando pela mão a minha irmã mais velha, Maria Madalena. O padre caminha ao lado. Minha avó, muito religiosa, foi uma festeira dinâmica de São João Batista.
João Batista também era o nome do meu avô. João Batista de Oliveira. Trabalhava na pedreira e morreu precocemente na entrada da primavera de 1941, atingido por uma pedra pequenina durante uma explosão de dinamite. Embora tivesse se protegido conforme treinamento, a pedra o atingiu fatalmente na nuca.
Meu pai era ferroviário, funcionário da subestação Sorocabana. No início de 1949, por ocasião da inauguração da subestação Sorocabana de Cerquilho, foi promovido a chefe e veio, com a família, assumir seu novo cargo. Embora eu tenha saído da Fazenda Ipanema com pouco menos de 3 anos de idade, visitando-a em feriados ou finais de semana até os 9 anos, quando íamos à casa da minha avó, ela nunca deixou de exercer um certo encantamento sobre mim. Sinto-me privilegiada por ter nascido nesse lugar tão lindo que tanto amo!
A poesia “Caminho de tantos pés” foi esboçada ainda quando eu cursava a 2ª série ginasial e deixada em minha caixa de guardados, retomada e concluída anos mais tarde. Em março de 2012, uma grande saudade nos levou a rever a Fazenda Ipanema. Estivemos lá, meu tio Irineu Benedito de Oliveira, morador no lugar até a idade adulta (quando se casou e foi morar em Laranjal Paulista), seu filho Antonio José, meu filho Daniel e eu. Meu primo ainda não a conhecia e foi ele quem nos proporcionou esse maravilhoso passeio. Apesar de, pesarosamente, encontrarmos a grande maioria das casas em completo abandono, a natureza nos compensou com sua beleza exuberante.
Tomados de grande alegria, andamos por todos os lugares. Meu tio relembrou de sua infância, sua juventude e dos antigos moradores. Contou-nos algumas histórias do lugar, nos mostrou o torno em que trabalhou antes de se tornar ferroviário, explicando como funcionava. E me mostrou a casa em que nasci. Momento de muita emoção para mim.
Foi uma tarde inesquecível! Retornamos felizes às nossas casas e espero voltar muitas vezes ainda ao "chão verde onde nasci".
Antonio Sérgio Casemiro da Rocha
Achei interessante a citação do nome de meu avô, Alfredo Casemiro da Rocha, nos Fragmentos de História, em passagem por Iperó em 1878. Depois disso, meu pai Augusto Casemiro da Rocha, em 1952 foi nomeado coletor federal em Boituva, onde nasci e morei até 1962. E a vida me levou novamente a Iperó em 1989, onde fui servir em Aramar como oficial da Marinha do Brasil. Mundinho pequeno...
Alessandro Moraga Ramos
Muito bacana este site. Lembro da minha infância junto de minha família, principalmente de meus avós
paternos e maternos. Muita saudade deles!!!
Marcelo Burgo
Meus parabéns pelo trabalho desenvolvido no site.
Moro há 10 anos na cidade e pude conhecer muito sobre a história.
Carlos Alberto
Prazer em ter desfrutado dessas postagens. Lembrei e muito da minha infância nas terras de Minas Gerais!
Meu pai era paulista de Taquaritinga. Tem como recebê-la em PDF? Grande abraço a todos.
Wladir Santos
Acompanhei atentamente o excelente site de vosmecês.
Estão de parabéns pela organização do mesmo, pelas fotos publicadas, pela abrangência dos temas.
Em 1960 estive aí na siderúrgica com a família de João Carone (do qual a filha mais velha viria a ser minha esposa), repórter da A GAZETA e A GAZETA ESPORTIVA, responsável pela sucursal de Sorocaba.
Ele fez, na oportunidade, uma reportagem que teve bastante impacto, gravando as fotos dessa locomotiva deteriorada que A GAZETA publicou (tenho aqui a mesma, com as fotos, infelizmente impressas com clichês, como eram então as fotografias jornalísticas), ao relento, transformando-se ao longo dos anos em monturo de ferro e aço, cujo destino será, se cuidados não forem tomados, transformar-se em aglomerado de óxido.
Sugeriu, na ocasião, que fosse feito um museu que pudesse abrigar essa e outras peças, testemunhas mortas de uma época gloriosa da nossa História. Passados mais de 52 anos da reportagem, para susto meu essas peças CONTINUAM expostas ao relento, muito mais deterioradas que àquela época. As perguntas são carreiras:
1- foi criado um museu onde elas pudessem ser resgatadas e cuidadas devidamente?
2- a que órgão ficou afeta a responsabilidade de manutenção do museu e/ou das peças como essa locomotiva totalmente destroçada agora?
3- existem planos comunitários para que essas preciosidades históricas saltem de representativas de desmando pela sua integridade, para representativas dos mais áureos períodos da epopeia da siderúrgica multissecular de Ipanema?
Eu gostaria de iniciar um movimento público, contando com a ajuda de todos os que tivessem como ajudar, para que essas máquinas fossem colocadas em salvaguarda do tempo e intempéries. Estou me preparando para oficiar a vários órgãos de preservação de ferrovias, Instituto Histórico e Geográfico, museus, etc, para que isso seja concretizado no menor tempo possível. Outra coisa: tentando salvar as fotos do site de vosmecês, que serviriam de argumento para o pretendido, não consegui o intento. Em qual programa foram elas inseridas? Gostaria muito de receber respostas a estas perguntas. Obrigado.
Augusto Daniel Pavon
Hoje, num retorno ao passado, Iperó, no aspecto humano, social, parece-me ter sido um exemplo. Não havia classe social. Se éramos preconceituosos, era só da "boca pra fora", pois não praticávamos esses preconceitos. Senão, vejamos: o cargo social de destaque na cidade (tão importante quanto o prefeito, o delegado, ou o padre) era o de chefe de estação; e o chefe que me parece ter sido o que mais se destacou, era afrodescendente (assim, além de ser moderno, não vou pra justiça), Hugo de Moura. Outro chefe que se destacava era também afrodescendente, seu Moraes, lá da Bela Vista. Os meninos, que nas tardes passavam em nossos portões perguntando se havia pão "duro", eram colegas-amigos de escola, rua, casa, etc, e outras situações em que tudo parecia-nos ser normal.
Isso tudo para voltar ao e-mail que o Zezinho Lima enviou. Em Iperó eu nunca vi ou entendi pessoas de bem, ou não de bem, gente A ou gente C. Nasci na minha casa, Porfírio de Almeida, com uma parteira da raça negra. Cresci, dividi, compartilhei com pessoas que foram importantíssimas na minha formação e todas famílias de destaque, incluindo a dos Lima, tradicionais moradores do "barro da Minhoca". O nosso ex-presidente, marcado pelo apelido de Lula, o incorporou ao seu nome. Penso que os Lima deveriam ter incorporado "bagre" aos seus nomes. Na cidade, bastava você colocar a cabeça fora da janela e lá vinha o apelido. Então, alguém, um dia, achou semelhança entre um deles e um "bagre" e lá foi o apelido. Só que "pegou" e, como todos eram parecidos, o bagre, tal qual o nome Lima, passou de pai pra filho. O Zezinho se livrou, porque o irmão acima dele carregava o nom, – “bagre” - com muito vigor. Importantes foram por trabalharem na ferrovia, por tocarem na banda (para mim só esse motivo já bastava), por terem partilhado conosco do que de melhor uma cidade podia oferecer de infância, adolescência a seus moradores. Importantes, porque dividiram comigo o cinema, o campo de futebol, o rio, os carnavais nas matinês, a igreja, os bailes, os jogos de botões, o Gaspar. Isso tudo, principalmente com o Zezinho. Enfim, a família Lima não é mais nem menos importante que os Pavon, os Garcia, os Eid, os Zovaro, os Mioni, os Moraes, os Moura, os Bertolli, os Rodrigues, etc. Todos fizemos parte de uma grande e importante família, a Família Iperó. Penso até que em uma foto de time de futebol, estou ao lado do Zezinho. Os Lima, os “bagre”, ou os “Lima-bagre”, mais uma família maravilhosa de nossa cidade.