Livro de Visitas

A partir deste LIVRO DE VISITAS, conforme surgem novos relatos sobre Iperó eles são acrescentados aos “Fragmentos de história”. É um espaço idealizado originalmente pelo Augusto Daniel Pavon. Com pequenas crônicas, juntamos várias peças do grande quebra-cabeça que é a história de uma cidade como a nossa.

É o próprio Pavon quem explica: “Para resgatarmos a história não bastam fotos e opiniões de pessoas queridas ou simpáticas. Precisamos garimpar. E ainda é possível: pessoas que viveram, registraram, se empolgaram, têm senso crítico e possam nos dar uma sequência histórica aos fatos. A ideia é simples: com as nossas recordações e histórias, nos utilizando de narrativas, descrições e crônicas, resgatar dados para subsidiar a história informal de Iperó. Com isso, ofereceremos uma visão da dinâmica de vida da época.”

Portanto, fica o convite para que cada um deixe uma mensagem ou escreva as suas histórias vividas em Iperó. São registros muito importantes.

Obrigado e um grande abraço a todos,

Hugo Augusto Rodrigues

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Aníbio Rosa
SÍTIO GRAMADINHO
ESTA É A HISTÓRIA QUE EU VOU CONTÁ
Lá pras banda do Peró às margens do Sarapú havia uma cabocla mãe de um garotinho. A muié era bunita e se chamava Maria, casada com um valente do sertão. Quando esse valente José saía com a sua tropa de mulas ficava vários dias viajano, prá entregá na estação do trem os grandes fardos de algodão, café milho e feijão. A mula-madrinha com cincerro no pescoço guiava a tropa pelos perigosos caminhos, mas lá na taperinha, sozinha a cabocla tinha medo e quando escutava o esturro da onça, pegava o filhinho e se enfiava embaixo do fogão de lenha e rezava prá Virgem Maria e prô Menino Bom Jesus de Pirapora.
Um dia, a cabocla perguntou ao marido: __ Zé! Como é um trem?
José ficou pensativo e se lembrou da última viagem. Após o embarque das mercadorias, a locomotiva "gemeu " soltando grandes rolos de fumaça e então respondeu a Maria: __ o trem é uma casa que anda arrastando um monte de paió, um amarradinho no outro.
Maria imaginou o trem com destino à cidade grande e profetizou: __ Se um dia eu entrar nesse trem, nunca mais hei de vortá prô sertão.
José amava Maria e lembrô do dia que fugiu com ela na garupa prá se casá numa capela bem longe. Então não teve dúvida e vendeu o sítio de vinte alqueires e embarcaram. __ Prá nunca mais vortá.
Hoje! __ somente resta a antiga balança de dois ganchos e duas argolas, que eram amarradas na cumeeira do paió prá pesá os fardo de argodão, café, mio e fejão. ... Aníbio Rosa.