Livro de Visitas

A partir deste LIVRO DE VISITAS, conforme surgem novos relatos sobre Iperó eles são acrescentados aos “Fragmentos de história”. É um espaço idealizado originalmente pelo Augusto Daniel Pavon. Com pequenas crônicas, juntamos várias peças do grande quebra-cabeça que é a história de uma cidade como a nossa.

É o próprio Pavon quem explica: “Para resgatarmos a história não bastam fotos e opiniões de pessoas queridas ou simpáticas. Precisamos garimpar. E ainda é possível: pessoas que viveram, registraram, se empolgaram, têm senso crítico e possam nos dar uma sequência histórica aos fatos. A ideia é simples: com as nossas recordações e histórias, nos utilizando de narrativas, descrições e crônicas, resgatar dados para subsidiar a história informal de Iperó. Com isso, ofereceremos uma visão da dinâmica de vida da época.”

Portanto, fica o convite para que cada um deixe uma mensagem ou escreva as suas histórias vividas em Iperó. São registros muito importantes.

Obrigado e um grande abraço a todos,

Hugo Augusto Rodrigues

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467 entries.
Augusto Daniel Pavon
"The dream is over" só existe em nossas memórias. Queremos tombar e restaurar a história informal da cidade.
É muito terreno! De quem é? Federal, Estadual?? Quanto tempo levará, não sei. Mas sei, penso, que a memória deva ser preservada com uma ou duas casas, dentre as mais conservadas, e o resto derrubadas. Não há dinheiro que as restaure (todas!) e, mesmo que houvesse, pra quê? É todo um imenso terreno que definido como do município, terá que ser redesenhado. Não é só da Porfírio. Vá ao barranco, vá à vila do Depósito. É o ‘ó do borogodó’, prá não dizer o ‘-u du piru’. Às vezes, penso que aquilo tornou-se o "mapa do inferno". Com relação às propriedades privadas, penso que deve ser cobrada, de alguma forma, a preservação. E chega, que já pensei demais!
Ângelo Lourenço Filho
Hello, August!
Rs... você tem razão... o importante é jogar lenha na fogueira e que se discuta a questão, para quem sabe salvar qualquer coisa.
Abraço!
Augusto Daniel Pavon
Acho que o local, decididamente, não é o mais importante. Iperó é a circunstância. Os momentos são intensos. Cada qual tem o seu. Estou lendo momentos intensos de cada pessoa, que os leva atrás de outros, que simultaneamente viveram momentos idênticos. Nos nossos momentos, vivemos intensamente a cidade de Iperó, pusemos toda a nossa energia para o bem, o que nos traz saudades enormes. As circunstâncias não são importantes. Nós somos. Nós trazemos de volta esses momentos e passamos aos outros o que foi maravilhoso para nós. E, para a nossa surpresa, há uma coincidência com muitos outros pensamentos. Nós fomos importantes. Nós pusemos toda a nossa energia. Energia maravilhosa. E Iperó foi a circunstância. Iperó é importante porque nós assim o fizemos. Logo, nós somos maravilhosos.
Voltando ao setor abandonado da cidade, não está assim por culpa de prefeitos, de governos, está assim pela circunstância. A inoperância dos setores públicos: saúde, estradas de rodagem, ferrovias, segurança e ensino levaram ao fim essas atividades. Todas as cidades que viviam unicamente delas, foram arrastadas morro abaixo.
Boituva nunca dependeu da ferrovia e lá está... Tudo o que vemos e pertencia ao Estado, agora pertence à Federação.
Se já não tinha importância ao estado, agora então... Não há dinheiro e nem tem sentido a recuperação de tudo isso.
Vai sobrar à prefeitura que, ou legaliza e vende, doa, sei lá, às pessoas que já moram e, francamente, pode ser humano, mas do ponto de vista de recuperação, sem perspectiva. O aspecto vai piorar cada vez mais. Diferente é tombar o que pode ser recuperado e mantido, e demolir o resto, reestudando o terreno. O que quero é que melhore, porque não está feio, está horrível. Uma coisa que foi e creio que deverá ser insistido, e que seria mais uma opção, é a revitalização. Comércio, escolas, instituições públicas, biblioteca, enfim, resgatar a dignidade de todo esse território órfão da ferrovia. Hoje Iperó está renascendo, com muito atraso, muito sacrifício, fazendo com que o passado faça parte de nossas histórias, e sem o amargor da ferrovia que, da mesma forma que pariu a cidade, quando faleceu, foi arrastando sua cria para o nada. Ela sobreviveu. Vai vencer. Nós nos encarregaremos com nossos relatos de manter a chama acesa, cuidando do melhor passado que ela teve, de muita vida, muita garra, mostrando sua história para nosso deleite, pois somos (sou) grandes saudosistas e, mostrando ao povo de agora que a vida continua, e tudo que vivemos e fizemos deve continuar. Temos que entender que só há um caminho: a política de ideias novas (não idade cronológica), trabalho honesto e, com o tempo, cada político fazendo sua parte, a cidade vai crescendo, respeitando seu passado e o preservando. Não há milagre, não há Sorocabana. O que há, somos nós e muita luta que se faz principalmente em épocas de eleição, que se faz com a nossa educação, que se faz com a apuração do sentido do "belo" (estética), enfim, com o crescimento de nossos espíritos.
Ângelo Lourenço Filho
Olá, Antonio Carlos Fernandes.
Eu também nasci em Araçoiabinha. Dez anos antes de você. Quando fui morar em Iperó, você estava nascendo.
Meu pai nasceu na Fazenda Ipanema e meus avós paternos viveram a vida toda deles lá. O sobrenome Fernandes me é familiar.
Como se chamavam seus pais? Você tem outros irmãos? A minha família em Araçoiabinha é Lourenço por parte de pai e Santana por parte de mãe.
Abraço.

Ontem estive em Iperó. Dois fatos me deixaram triste. O primeiro foi constatar "in loco" o estado lastimável, deplorável, pecaminoso em que se encontra a rua Porfírio de Almeida. Outrora a passarela elegante do nascedouro de uma cidade fosforescente e borbulhante. Hoje, o retrato de uma paisagem morta. Uma rua que parece aquelas do pós-guerra. Uma imagem que meus olhos, vendo a realidade, não conseguem acreditar. Rua esburacada, sujeira pra todo lado, as casas se desmanchando como se fossem de papelão podre. Um abandono. Eu sei que é sonhar. Mas não teria como fazer as cidades mais comprometidas com o seu passado, alguém elaborar um projeto para fazer o "tombamento" ao menos do trecho que seria da esquina onde situava a farmácia do sr. Orlando até a última casa da Sorocabana, que seria com a esquina do antigo armazém do sr. João Vital, transformando essa área em patrimônio histórico do município? Restaurar as casas do estilo gótico onde prevalecia o comércio e as casas da Sorocabana no seu estilo original?
Outro fato triste foi eu saber do falecimento do amigo José Holtz Filho, o Juí, dono do comércio de beneficiamento de arroz que ficava na esquina da rua Porfírio de Almeida com a rua Princesa Isabel. O Juí com sua esposa Maria e a filha Giselma ajudaram muito minha família. Fomos vizinhos por mais de uma década. Religioso como era, tenho certeza que está nos braços de Deus. Meu registro aqui de condolências, agradecimento e gratidão a toda a família Holtz.
Antonio Carlos Fernandes
OLÁ, TUDO BEM?
GOSTEI MUITO DAS MATÉRIAS ESCRITAS, DAS FOTOS SOBRE IPERÓ E, PRINCIPALMENTE, SOBRE A FAZENDA IPANEMA.
NASCI EM ARAÇOIABINHA E AINDA BEBÊ FUI MORAR NA FAZENDA IPANEMA. MEU PAI ERA FUNCIONÁRIO PÚBLICO FEDERAL E MORAMOS LÁ POR MUITOS ANOS. SAÍ AOS 16 ANOS DE IDADE (EM 1976) E VIM MORAR NA CIDADE DE CANANÉIA-SP, ONDE RESIDO ATÉ HOJE.
GOSTARIA DE SABER COMO CONSIGO CONTATO COM O PESSOAL QUE MORAVA LÁ NESSA ÉPOCA. SE VOCE TIVER CONHECIMENTO DAQUELE PESSOAL ANTIGO, EU GOSTARIA MUITO DE TER NOTICIAS DELES.
MUITO OBRIGADO.
Janaína Leite Politani
Adorei o site. Confesso que em alguns momentos as lágrimas foram inevitáveis.
Preciso só fazer uma correção: em duas oportunidades, o nome do meu pai está errado.
O correto é: ANTONIO GERALDO DE JESUS POLITANI. Creio que essa informação do nome vocês tenham pegado do quadro na parede da Prefeitura, com a foto do meu pai (na época vereador). Se puderem corrigir, agradeço.
Muito obrigada! Me sinto feliz em ver meu pai, um GRANDE HOMEM, homenageado!
Um abraço da família Politani.
Adroaldo Jacques Eid
Ângelo, que bom ter notícias suas!
Um grande abraço e obrigado pelo elogio.
Clodô
Ângelo Lourenço Filho
Grande Clodô!
Tal qual a Fênix, ressurge das cinzas com poemas maravilhosos.
Que bom ter notícias de você.
Abração!
Claudia Cristina Araujo Prates
Gostei muito do livro e queria lhe pedir algo, se possível.
Gostaria que montasse um cinema público contando a história de Iperó.
Obrigada.
Alcindo Garcia de Souza
Adorei ver as fotos da antiga Fábrica de Ferro.
Desejo fazer uma visita em breve!
Luciana Cristina Ribeiro
Boa noite!
Adorei este site. Está sendo muito proveitoso para pesquisas e até mesmo para relembrar os velhos tempos. Parabéns!
Márcio Rodrigues Paula Leite
Grande e boa surpresa encontrar esse site.
Já há tempos que me interesso em resgatar a história da Família Paula Leite (sou neto de Lauro Paula Leite). Ficaria satisfeito se eu pudesse contribuir de alguma forma. Parabéns!
Amanda Francynne Pereira
Olá, eu estive na Flona com a Uniso (Universidade de Sorocaba). Temos um trabalho para escrever sobre a sede administrativa e gostaria de saber mais a respeito. Muito obrigado!
Ângelo Lourenço Filho
Meus amigos, cada vez que leio alguma nota no site, meu coração ganha mais força para continuar minha vida e minha luta. Quero compactuar com todos vocês esse meu sentimento. Os que vão ficando tem a obrigação e a honradez de contar a história. Sem medo de mágoas, ressentimentos ou frustrações. Parabéns, mais uma vez, para o Augusto, Hugo, Ubirajara, Zé Roberto, Tanaka, Liráucio, Elisabeth e todos os que participam.
Elisabeth Rodrigues
E por falar em choro, graças a DEUS, eu e a Mariza somos as mais duronas da família. Rs.
Eu choro até de tanto rir. E riso lembra alegria e estou bastante feliz. O nosso coral LIBERART fez uma apresentação nota dez na Catedral Metropolitana de Sorocaba. Três corais se apresentaram e muito bem. Modéstia pra quê? Demos ao público o som de Panis Angelicus, Ave Verum, Signore delle cime e My way, que também foram gravadas pelo Elvis e Sinatra. Outro motivo de alegria foi a notícia de que a Porfírio vai ser restaurada. Que bom! Ainda está em tempo de dar vida a essa rua que é memória de Iperó. Nessa rua deixei o eco de meus passos de criança, passeando pelo comércio e ali no "Dito da loja", sonhava vendo brinquedos expostos em tempo de Natal. Nesse mesmo trecho várias vezes andei pela feira indo com a Deise Constantino, da qual tenho saudades e nunca mais vi. Num tempo bem anterior, nesse mesmo trecho, canto de cururu em cima de caminhão, acho que era o tal COMÍCIO. Descendo para o barranco, muitas vezes ver a máquina à fogo apitar e soltar muita brasa.
Cantoria de procissão também estão na memória da Porfírio. Lembro-me de meus pés escorregando em pedregulhos. Acho que depois vieram as lajotas. Enfim, depois de tantos anos passados, está mais que na hora de restabelecer a saúde para a Porfírio, descidão do "Ditinho curador", o trecho seguindo para os Del Vigna também merece atenção. Fiquemos de olho, que logo tem eleição e esse "povo" que nós elegemos tem que mostrar competência.
José Roberto Moraga Ramos
Meu bom Augusto, é verdade!
Estamos ficando cada vez mais chorões. Choro ouvindo "Parabéns a você", choro quando vejo Iperó da Silvano pra baixo. O abandono da estação, do depósito e claro, choro com apito da locomotiva, pelos motivos de sempre e também por que fui ferroviário.
E agora derrubo lágrimas quando descubro que não estou sozinho nesse pranto.
É claro, também, que choro de vergonha por ver tudo isso ir se acabando e ser impotente, sentindo estar sozinho, sem saber pra onde ir ou começar.
Como você, meu caro, também quase não conheço mais ninguém por esta plaga.
Soube que a Porfírio será remodelada, as lajotas serão retiradas, toda a estrutura de água e esgoto será trocada e colocarão asfalto e plantarão árvores nas calçadas.
Que seja logo, antes que aqueles lados virem um fantasma feito Chernobyl.
Augusto Daniel Pavon
Estou sempre em Iperó, me certificando das duas Iperós: como já citei algumas vezes, a da Silvano pra cima, bonita, e aquela, a de baixo, que carrega toda a história, inclusive do bombardeio que sofreu durante a tentativa de emancipação, feito pela FAB, que pensei fosse a Força Aérea Brasileira, mas não, foi a Força Aérea de Boituva, tentando impedir a emancipação da cidade de Iperó. Não conseguiu. Emancipamos, mas a que preço! Visitemos a parte da cidade que carrega a história e então poderemos ver os escombros, visão triste, melancólica, de mau gosto, que me dá vontade de chorar, o que na minha idade não é difícil. Engraçado, vamos envelhecendo e vamos ficando chorões. Eu, ultimamente, choro até em inauguração de "shopping". Mas deixemos os escombros das casas da esquerda descendo, e das casas da extinta ferrovia, aquela (ferrovia) que deixou marcado em meu coração o apito das locomotivas, maravilhoso, primeiro daquelas tocadas à lenha e depois o apito das elétricas, quando chegavam ou deixavam a gare. Hoje, em Jundiaí, ainda ouço esse apito, nostálgico, que cala fundo, doloroso. Nós, da terrinha, amamos trens e seus apitos. Iperó tem, na chegada, vindo de Bacaetava, um belo restaurante. Vou sempre almoçar lá. Mas é estranho, o povo que gerencia, serve, não é de Iperó, e ele está sempre cheio, mas nunca, ninguém de Iperó. Estranho, nós todos gostamos de dar uma saidinha vez ou outra, mas acho que o povo da terrinha o faz em outra cidade. Talvez, lá, um dia, possamos programar um encontro. Assim acharíamos um apito igual ao das locomotivas e choraríamos juntos.
Odemilson Paiffer
O meu querido tio Lino… quantas saudades da minha infância, quando eu passava minhas férias escolares no sítio e ia passear na casa dele. Minhas pesquisas continuam e tenho conseguido bastante informações. Bernadete Holtz tem me ajudado muito também. Gostaria de contribuir de alguma forma com você, pois partilhamos das mesmas intenções, procuramos preservar nossas histórias e sabemos dessa importância. Minha árvore genealógica está cada vez mais bonita e completa.
Faço o convite para visitá-la no site myHeritage.com, com o nome "Família Paiffer". Quanta coisa no seu site!
Não deu tempo ainda de ver tudo, mas com certeza estarei acompanhando e colaborando no que puder!
Um abraço a você e a todos que colaboram.
Diovary Teodoro
Amei ver as fotos e as histórias.
Obrigado por mostrar histórias tão lindas de Iperó que eu não conhecia.
Rodrigo José Lolli
Esse site ficou muito bom mesmo!
É o melhor acervo de informações e fotos, reunidos, da historia de Iperó que eu já vi!
Parabéns!
Ângelo Lourenço Filho
Augusto, você tem razão. Não seria bom mudarmos o curso da iniciativa original. Poderia gerar indignação e injustiça. Tudo a seu tempo. Vamos contar fatos, causos, e situações ocorridas com os aventureiros da Sorocabana.
Abração!
Hugo Augusto Rodrigues
Gilo, era a família do Dimas (filho do sr. Gumercindo de Campos). Quem tomava conta era a esposa dele, a sra. Ceinha... os filhos eram a Chis, o Netinho e o Diminhas... acho que é isso mesmo. Tem fotos onde eles aparecem... estão na página "Fragmentos" e "Famílias"...
Grande abraço!!!
Ângelo Lourenço Filho
Prezados, não consegui encontrar, seja por ter passado por cima, ou por que realmente não houve nenhuma citação a respeito da família que era responsável pelo correio à época. A agência do Correio ficava na rua Porfírio de Almeida, se não me engano entre os bares do seu Tristão Rosa e o do seu Felício Eid. Só me recordo do nome de um dos garotos, que a gente chamava por 'Netinho'. Acho que eram três irmãos. Dois garotos e uma garota. A garota me lembro da fisionomia, mas não do nome. Era muito simpática por sinal. Se alguém se lembrar, ou tiver fotos, seria bom anexarmos, pois o Correio fez parte importante da cidade.
Augusto Daniel Pavon
O que foi escrito por essa moça deveria servir de exemplo para outros jovens que tenham vivido na cidade. Já escrevi que são muitas "Iperós". São as "Iperós" que, cada qual a seu tempo, nossos olhos viram, nossos corações sentiram, nosso cérebro gravou. Todas importantes no seu tempo, nenhuma melhor que a outra. Talvez a diferença se faça agora. Outrora e também no tempo dessa moça, penso eu, era uma só Iperó dividida em centro, vila do depósito, vila do Moraes, barrodaminhoca (bairro da Minhoca), campo de futebol-matadouro. Todos lindos, com suas tradições. Hoje temos duas Iperós: a 'viva', da Silvano pra cima, e a 'falecida', da Silvano pra baixo. A falecida somente ressuscita em nossos relatos...
Ângelo Lourenço Filho
Camila, parabéns pela descrição perfeita que você nos remeteu ao tempo, reavivando momentos inesquecíveis da nossa simples, ingênua, e por isso mesmo, maravilhosa Iperó. Continue dando asas às suas memórias e escreva mais. Já sou teu fã.
Saudações!
Hugo Augusto Rodrigues
Camila, puxa vida... que bacana... seu relato está muito legal... não pare, viu!!!
Escreva mais... escreva sempre... convide seus familiares também... dos dois lados (Castro/Aleixo) há histórias para contar...
Olha só, a saudade está sempre junto com a gente... não tem jeito... o site foi uma forma encontrada para ajudar as pessoas a matarem a saudade daquela Iperó que está na memória de cada um... foi assim, de certa forma, que ele nasceu... e por isso é importante que cada um escreva um pouco das suas histórias... tudo aquilo que lembrar...
Grande abraço e obrigado pela participação.
Hugo.
Camila Castro
Oi, Hugo.
Achei muito interessante o site, as histórias, os comentários... viajamos um pouco no tempo e gostaria que colocasse meu relato também.
Parabéns pelo trabalho!!!

... Realmente, Iperó nos traz histórias fantásticas. Faço parte de uma outra geração, mas que também traz saudades para muitos. Adorava dormir na casa da minha avó para ouvir os bailinhos do Sorocabana, passear na linha do trem, subir e descer o “escadão’ quando íamos viajar, fazer compras no BIBE, no João “verdureiro”, chupar sorvete do Felício Eid (rsrsrs), ir na padaria do Dinho Sartorelli e no Rei Calixto. Sou da época das festas de Santo Antonio com parquinho de diversão, pau de sebo, shows no coreto da praça, festas de rua do Nenê Saravá, quermesse na Bela Vista, carnaval de rua com o "Boi dos Prestes", "Bloco das Bruxas", "Gigantes da Alegria" - onde o meu falecido pai (ZEKÃO) era o Rei Momo (kkkk).
Que saudade!!! Do camping, festas do peão, prova de laço no “Cride”, carnaval no clube Esplanada e disputava público com o Sorocabana. Saudades de quando o distrito industrial era apenas Eucalipto e estrada de terra. Saudades de quando conhecia meus vizinhos, fazer compras com caderneta...
Augusto Daniel Pavon
Quando a Sofia Fazio fala da organização e limpeza, fiquei pensando cá com os meus botões: será que ela esteve em Iperó mesmo? Se esteve, ela viu da Silvano pra cima, porque da Silvano pra baixo, faz nos lembrar aquela cidade japonesa depois do terremoto e do tsunami. Enfim, como se dizia na minha terra nos meus tempos de piá, "cada quá cô seu sapiquá". Meu querido Hugo, você nada precisa justificar, porque estou de acordo com o Orlandinho e se você ler com atenção o que eu escrevi, verá que sou quem mais "corneteou" para que um hospital em Iperó levasse o nome de seu Orlando. Apenas acho que falta sensibilidade, reconhecimento, educação a essas pessoas que ficam trocando essas coisas, como o nosso campo de futebol que levava o nome de Horácio Hugo, passou a Bertolli e terminou como Praxedão. Você fica fazendo eu repetir, pois já escrevi tudo isso. O Orlandinho que pare de onda e venha nos ajudar…
Marcelo Lorenzati
A primeira represa (barragem do rio Ipanema) e a primeira siderúrgica de toda a América é motivo de orgulho para todos os brasileiros. Passeio obrigatório, de bom gosto, histórico, ecológico e cultural.
Acesse: www.acobrasil.org.br/site/portugues/aco/index.html
Sofia Fazio
Adorei conhecer a cidade. Parabéns pela organização e limpeza.
Augusto Daniel Pavon
Engraçado, em casa eu usava brilhantina, e meu tio, Lazinho, usava óleo de lavanda, que não dava o grude legal da brilhantina, mas dava um brilho muito bom e o cheiro também era bom. Pra mim foi um progresso muito grande, pois quando "moleque", pra crescer barba, usava cocô de galinha preta. Tinha uma coitada lá no fundo do quintal, no galinheiro do meu avô, que eu não dava sossego. Os óculos escuros que eu falei tinha as hastes, aquilo que vai atrás da orelha, largas e fechadas, escuras, pretas. As calças rancheiras não eram largas como escrevi, eram estreitas, e a barra era dobrada larga. A blusa era "Banlon", tinha também "Buclê". Eram bonitas. Andávamos na Porfírio, entrávamos no Bibe, íamos à estação, ao cinema, nos bailinhos, na igreja, no campo de futebol aos domingos. Conversávamos muito. Sempre tinha uma menina que trocávamos olhares, e elas em Iperó, sem serem produzidas como são hoje, eram muito lindas. Havia poeira, com disse o Zé, mas nós já estávamos acostumados. Quando o Tanaka cresceu, e ele é muito mais velho que nós, o cabelo dele ficou crespo e ele penteava com um topete crespo. Eu era invocado, porque o meu era liso e alguém em casa, penso que foi minha avó, disse que "Babosa" deixava os cabelos crespos. Usei muito. Mas era genética. São recordações muito agradáveis de um tempo mais suave (independente de idade), mais simples, onde brincávamos mais com a imaginação, pouco nos satisfazia, nos contentava. Me lembro que estava com o Luís do Cardoso numa árvore em frente ao posto onde nós brincávamos de escorregar (escorreguinho do seu Orlando, o enfermeiro), e ao lado do pernoite, árvore alta e nós também lá no alto. As folhas eram muito bonitas e ele me disse que se conseguíssemos tirar uma "pelezinha" da folha e depois a colocássemos sob o travesseiro, sonharíamos com a menina que a gente gostava. Isso é muito bonito, né? Coisas simples faziam maravilhosas a nossa infância e juventude. Acredito que só um pouco diferente de agora. Continuemos...
José Roberto Moraga Ramos
Airton e Augusto,
A lembrança do óleo de lavanda, a brilhantina "Gessy", "Glostora" e tinha outra similar, a "Gumex".
Os cabelos cuidadosamente penteados, pinta de James Dean, Alain Delon. E lá iam eles, os "boys". Às vezes, com o pente feito de chifre (que um parente comprava em São Paulo) à mostra. O problema era o vento que trazia a poeira das ruas. Os cabelos negros viravam cor de caju de uma hora para outra. Aquela poeirinha cuidadosamente descansando, inofensivas nas brilhantes cabeças da época.
Airton Moraga Ramos
Querido amigo Augusto,
A queda capilar se faz presente. Também estou querendo me acostumar com isso, mas a saudade do óleo de lavanda Bourbon, o pente "Carioca 19" e a escovinha redonda... que maravilha!
Augusto Daniel Pavon
Concordo! Agora olho para o espelho, vejo minha careca e você vem, fala daquele topete que eu ficava um tempão arrumando. Você me lembrou um dia em que fui ao Morumbi assistir ao meu tricolor contra um outro time (não importa). Não havia lugar, era uma decisão, fiquei em pé e ouvi: "Senta, véio!" Fiquei quieto e tudo bem. Daí veio: "Senta, filho da ...!" Também fiz de conta que não ouvi. Bem, tudo tem limite, pois daí veio a ofensa maior: "Senta, careca!" De bambi bem comportado, virei um leão. Foi demais. Deixa prá lá. Você tem razão. Pela escola de Boituva, muita gente boa passou. Foi uma escola que por muitos anos manteve um nível elevadíssimo e a prova disso é ser citada com saudade como você o fez. A escola fez jus às boas recordações. Desejo que você e o Tanaka continuem com textos bonitos, que acrescentam a todos, e que nos estimulem a escrever. Um beijo, mas vou ficar um bom tempo pensando no meu topete. Após lavar a cabeça, eu a secava bem. Passava brilhantina "Gessy" usando um pente "Flamengo", daqueles que não quebravam quando dobrados. Penteava tudo para trás e com vagar, utilizando dois espelhos, para poder ver o perfil, eu ia puxando para frente num topete que eu queria que fosse como o topete do Tony Curtis, mas que, por ter o cabelo liso, ficava mais pra Elvis. Esse vai e vem, troca de espelho, três guarda roupas, espelho de mão, desmancha, volta, faz, desfaz. Quando eu o julgava lindão, metia um espelhinho redondo, com uma mulher pelada do outro lado (isso já tinha), o "Flamengo" no outro. Uma calça rancheira com a barra dobrada, larga, uma camisa "Banlon" bordô, uma blusa às costas ou amarrada à cintura, e me sentindo um misto de James Dean, Marlon Brando, e por um longo tempo, com óculos escuros de aro preto e grosso, como os do Ronaldo, aquele Playboy carioca que participou da morte da Aída Cury em Copacabana, 58 a 62, 63, por aí. Como dizia Ataulfo em seu samba-canção: "Eu era feliz e não sabia"... na minha pequenina Iperó.
Elisabeth Rodrigues
Por sinal, Augusto, como não tínhamos ginasial, curso normal, clássico e científico em Iperó, você também fez parte dessa história, isto é, também gastou o chão da querida estação com seus sapatos tipo colegial. Você, super alinhado e de topete impecável, tenho certeza, esquentava a cabeça cursando o científico no "Estadão", uma escola de primeira grandeza, que foi alicerce na formação de ótimos profissionais na nossa região e onde também fiz o curso normal. Na estação se encontravam estudantes de várias faixas etárias. Uns chegavam, outros partiam, indo e vindo, frequentando os vários cursos em Boituva, Tatuí, Sorocaba, Cerquilho, etc.. O que somos hoje, devemos ao empenho de nossos pais (eram tempos difíceis para todos) e também à nossa vontade de sermos alguém na nossa minúscula IPERÓ. Pegar o trem de madrugada, 04h50 ou num outro momento, chegar com o 22h50, era difícil. Mas foi um tempo tão bom que não dá nem pra definir. Concorda?
Augusto Daniel Pavon
Elisabeth, não sei escrever "lindão assim que nem o Tanaka". Tenho dificuldades na 3ª do singular e ele escreve na 2ª. Sou um meninão; ainda chego lá! De qualquer maneira, embora não tenha estudado em Boituva, mas em Sorocaba, também achei muito bom o texto. Quem sabe noutra encarnação, vou para o "Mario Vercellino" e consigo escrever "lindão" como você e o Tanaka. Quem diria. Pra quem levou uma surra da dona Nenê, e o "curadô", da dona Isabel, porque não queriam ir pro Ricardão... agora gastando na 2ª do singular...
É mole, meu!?
Será que não era a 2ª do plural? Coisas do Alferes Mário Vercellino...
Claudemir Donizetti Ferreira
Parabéns pela iniciativa em resgatar a história da cidade. Morei nessa cidade durante anos, mais ou menos no período de 1962 a 1974, na Vila Aparecida. No momento não tenho fotos para compartilhar com este acervo, mas de qualquer forma, tenho imenso prazer de sempre navegar no passado para construirmos um futuro melhor.
Um abraço a todos os iperoenses e continuem nessa direção para que as futuras gerações conheçam um pouco mais dessa maravilhosa cidade.
Claudemir
Ângelo Lourenço Filho
Maria Eduarda,
Você e amigas podem e devem conhecer Ipanema e outras regiões do município de Iperó, que certamente irão gostar. Precisamos de jovens e da opinião dos jovens. Venham participar conosco. Visitem Ipanema, façam uma trilha pelo morro e depois nos escrevam relatando a experiência, as impressões, críticas e sugestões.
Todos do site com certeza agradecem a sua participação.
Abraço.
Maria Eduarda
Sou uma estudante tenho 13 anos. Minha professora de história esteve aí com a sua amiga e nos contou sobre este lugar. Pelo que ela havia contado num parecia que este lugar era tão cheio de curiosidades para se descobrir. Mas estava lendo um pouco das histórias que tem no site e achei muito legal. Minha sala está doida pra conhecer e eu também. Acho que no meio desse ano ainda vamos aí dar uma visitinha.
Achei magníficas as histórias que tem no site.
Ângelo Lourenço Filho
Boa noite meus queridos,
Eu fiquei chateado de ficar impedido de ir a Iperó dia 11. Imprevistos acontecem, mas depois que li o texto do querido Augusto, a chateação se transformou em solução. Primeiro que decidi que dia 23 Corpus Christi irei. Nem sei se ainda as ruas são enfeitadas com pétalas de rosa, cal, pó de café, serragem e palha de arroz. Mas irei. Ficarei muito feliz se encontrar algum de vocês.
Segundo que, por "penitência" imposta pelo patrono da cidade, resolvi de forma inesperada e improvisada, como faziam os cantores de cururu (será que eles ainda resistem?), escrever algumas lembranças da minha infância sobre as tradições do município. Vou por parte e a primeira estou publicando. A segunda, que se refere especificamente a Iperó e Santo Antonio, mando depois. Não fiz correções, nada. Escrevi e estou anexando. Puro castigo de Santo Antonio... rs.
Abração a todos, e em especial ao grande, e como diz o Augusto, visionário Hugo!
Silvana Mello
Olá, Hugo!
Acho que a noite foi maravilhosa. Espero ter mais noites destas e, claro, espero ser convidada novamente.
Afinal, é muito bom interagir com todos que fazem parte das histórias de Iperó:
Escrevi um FRAGMENTO DA NOITE:
“Era inverno ou outra estação?
A serração eternizava nas folhas as suas gotas,
Como no vento o tempo, o eco das palavras,
som de anjos, canto gregoriano,
As luzes da praça mostrava figuras em movimento,
não reconheci ninguém...
Misturas de culturas, gestos, festa, um caminhar...
Na minha consciência um sonho, um devaneio
um mistério, será que estive lá...
Sim era esta estação! apenas a primavera acontece
no meu coração...”
Augusto Daniel Pavon
O Hugo é mesmo uma pessoa especial, daquelas que tem uma aura muito boa, daquelas pessoas que agregam, daquelas que não tem idade e que você tem a impressão que sempre estiveram ali, você sempre as conheceu e que a presença nos faz bem. Essa não é a minha impressão, é uma constatação. Ontem, 11/06/11, já escrevi que estive em Iperó, fui por convite do Hugo. Nunca vou aos sábados; sempre aos domingos. Fui rever Iperó à noite e a festa de Santo Antonio e me surpreendi. Fiquei feliz. Fui à missa, também por convite do Hugo, que foi o responsável pelas músicas e o fez de uma forma muito bonita. Aliás, quando entramos na igreja, que é simplesmente linda, já fomos ouvindo uma música maravilhosa que é um pedido a Deus e ao Espírito Santo, num canto Gregoriano, é muito linda. Vi pessoas de minha idade e mais velhas, todas de meu tempo. Meditei, orei, pensei no que aprendi com todo esse povo, na importância que todos tiveram em minha vida. Encontrei o Zezinho Lima, lá do "barro da minhoca", irmão dos Bagres (Bagrão e Bagrinho), cujo pai fazia parte da Corporação Musical Santa Cecília no trombone de vara. Nos abraçamos e ele de imediato se lembrou dos campeonatos de "botão" que fazíamos em casa. A missa foi muito bonita e isso deve-se ao padre. Sempre ouvi que não vamos à missa pelo padre, mas não penso assim; penso que ele faz sim a diferença e a confirmação é exatamente o maestro da igreja hoje. Conversamos, o Hugo e eu, pensamos que nada deve mudar. Falamos da satisfação de pessoas queridas nossas estarem contribuindo e muito. Um deles, o Gilo. Insistimos e muito pra que a Celinha (que se vocês não sabem é a primeira universitária de Iperó) contribua, como temos pedido a muitas pessoas. Conversamos sobre a necessidade de nos reunirmos, conversarmos, enfim; cumê, bebê e prosiá. Ficarmos um dia juntos. Questão de tempo e vamos pensar em publicar todo esse material. Ainda é tempo de colher. Vamos escrever!
Hugo Augusto Rodrigues
Gustão, como sempre, belas colocações!
Falou bem... tenho acompanhado de perto algumas transformações e vejo que o Carlinhos (padre) tem se desdobrado bastante para conseguir "arrebanhar" o povo que ainda está disperso. Muito já foi feito e muito mais ainda precisa ser feito. A festa está, de certa forma, voltando a ficar com mais cara daquelas festas dos "anos dourados da nossa Iperó", das quais vocês sempre lembram... percebo aquela situação da(s) família(s) voltando a participar... sem medo... sem o "pé atrás"... se é que me entendem...
Claro que não temos mais a "furiosa" e nem mesmo um "coreto" para ela... não temos o Calil, d. Minervina, Lazinho Rosa, os festeiros e tantos outros amigos saudosos que durante anos foram referência nos diversos aspectos da Festa de Santo Antonio, mas temos gente nova chegando e querendo, de alguma forma, não deixar a tradição se acabar... e assim tem sido...
Afinal de contas, a festa acontece desde 1943... e vai se adequando às mudanças que vem com o passar dos anos... mas a devoção ao padroeiro (ponto alto das comemorações) ainda é grande... quem participa das celebrações nesta época, sabe bem como é...
Ontem foi uma alegria revê-lo e também a sua família... uma alegria poder rever outros tantos amigos também... e assim é a nossa vida... que bom que, num determinado momento, pudemos, todos, nos encontrar!!!
Talvez esse seja um dos grandes presentes para cada um de nós... e por que não dizer que, talvez, tenha algum toque do nosso Santo Antonio inclusive nisso... né?
Grande abraço a todos,
Hugo.
Augusto Daniel Pavon
Pra quem viu o Santos de Pelé, tudo que vem no "após" consegue ser "bom" e nada mais. "Quem viu, viu e, quem não viu, fica com a cara de pavio". Eu penso isso, mas também não fecho questão, posso mudar. Quem viu as festas de Santo Antonio dos "antigamente", viu; quem não viu, dançou. Levando em consideração as últimas que vi, assim seria. Mas, parece-me que não é. A disponibilidade, a vontade, os festeiros estão adormecidos, em estado latente. A orquestra ainda está lá, aguardando que os reúna, aos músicos, os ensaie e, então, obedientes ao maestro criativo, organizador tentarão a "9ª de Bethoven". Falharão, mas deram o primeiro passo, estão renascendo e se não desistirem e o maestro insistir conseguirão. Uma pessoa, um maestro, jovem na idade e nas ideias (principalmente),mostrou, na fria noite de 11/06/11 que a "festa de Santo Antonio" pode ressurgir. Penso que o jovem padre da velha igreja mostrará ao povo que ele, o povo, pode, é capaz de se organizar e ressuscitar a "nossa" festa. Estava bonita, a missa, a festa, as pessoas. Casa cheia de gente moça e bonita. Muitas barracas. Gente alegre. Mais uma vez confirmado uma minha ideia de que, mesmo Iperó não sendo um município rico, a pobreza maior da cidade é de ideias. Criatividade, diria melhor, as pessoas as tem, mas falta o padre, digo, um administrador que motive, organize, administre, ofereça condições e o povo responderá. Respondeu nessa noite fria de 11/06/11, véspera de Pentecostes. Senti a falta da "furiosa" e de um coreto onde ela pudesse estar, e de seus lindos dobrados. Ela também pode voltar, questão de Maestro. E viva Santo Antonio. E viva o Espírito Santo. E... viva nós e viva tudo!
Eduardo Pereira de Andrade
Ótima iniciativa. Gostei muito do site. Não nasci em Iperó, porém, possuo alguns parentes que aí residem. Tenho lembranças de minha infância quando visitava meus avós e tios. Saudações.
Airton Moraga Ramos
Grandes amigos,
Gostaria de prestar minhas homenagens a algumas pessoas que foram na minha opinião importantíssimas ao povo de nossa cidade. Elas faziam parte do que podemos chamar de BENZEMED, onde não se pagava o convênio, nem era necessário carência para a consulta. Dona Sarvatina, Dona Maria do Balanço, Ditinho Curador, Seu Nicola, Dona Efigênia, as obstetras Dona Isaura, Dona Aurora e outras que me falham a memória. Que estejam nas boas mãos de Deus.
Iraci
Genésio, já que você, por pura modéstia, não transcreveu neste site o poema "Flores do inverno" eu o farei, mesmo porque tem tudo a ver com a história de Iperó uma vez que tinha ocorrido uma geada das bravas e você foi desafiado, pelos colegas da classe, a fazer um poema sobre o frio, a geada, o inverno.
Genésio dos Santos Ferreira
Tsc, tsc! Bão, vamos por parte...
É um e-mail coletivo...
E primeiro, às damas!

Iraci,
Como começar este e-mail após mais de quatro décadas sem notícia alguma?
Bão, só começando, né!
Como já disse em outra postagem, estive em Iperó faz uns dez dias e revi o Zé Roberto, que me falou de você. Através dele também, e deste site, consegui acessar o Gilo. Sinto-me como que remontando peças de um quebra-cabeças, um "puzzle", um jogo "Encontro de uma geração iperoense e afins".
Encontrei algumas peças, rapidamente, e já sei que no final faltarão peças. Na vida, sabemos todos, é assim que funciona. Vou procurar aquele poema no meu baú poético. Te mando loguinho.
E mais ainda, no meu outro baú, o fotográfico, guardo fotos de 1969, de um clube das “luluzinhas” de George Oetterer (de você e irmãs, da Ana Nilce e irmã). Te mando uma cópia de cada se você não tiver. Mas posso disponibilizá-las para o site?
São Paulo, "quase" inverno de 2011.

Elisabeth,
Tô gostando de estabelecer contato com iperoenses e afins. E tô animado pra colaborar com o site. Seja com fotos e, particularmente, textos que contribuam com a memória de uma geração, no meu caso quase que essencialmente ferroviária, mas não só. Quanto ao poema sobre Iperó, ele está com vergonha de aparecer de novo, quarenta
anos depois. E ainda mais desse jeito, em público!
Mas eu estou quase que o convencendo a deixar de bobagem, que saia do baú e que se apresente. Afinal não dói, né mesmo! E, além disso, todos nós fomos adolescentes um dia. O remeterei pra você.

...agora, aos mancebos!

Zé Roberto,
Localizei algumas fotos antigas de 1969. Além das fotos comentadas com a Iraci, tenho outra, também de George Oetterer, na qual estamos nós (isto é, eu, você), o Hélio Rosa, o Bartolo, o Edison Casagrande, o “Quibe” (filho do Felício
Eid, me esqueci do nome dele...) e o Lira (irmão da Ana). Um clube de bolinhas!?
Somos antigos, não!!!
Também tenho outras fotos e posso disponibilizar para o site.
O Hugo, organizador das páginas, vai adorar. Você e os demais também vão.

Gilo,
Essa ideia de encontro me parece bastante boa. E tem que ser em Iperó, claro. E pode ser logo. Que não deixemos pro outro mês, pro mês seguinte... pra outro ano...rs. Santantonho, quentão, acaba sendo convidativo.
É só conciliar agendas e disponibilidades dos interessados e partir pro abraço.
Quando vai ser a festa do Santo de Iperó?

Hugo e demais contemporâneos da minha geração,
Em mensagem anterior, eu disse que havia lido todos os textos e vasculhado todas as fotos do site. Foi “conversa de pescador”, meus caros! Me esqueci de observar pelo menos um detalhe. E que detalhe! A foto ao fundo do cabeçalho que ilustra a página principal deste “Cidade de Iperó”.
Descobri que se trata de uma mesma foto de apresentação da seção “Aspecto Urbano” do site. Ela está lá, com a legenda “Rotatória nos Acessos às estradas para Sorocaba e Tatuí – 2010 (Luis Gustavo Lopes)”. É só clicar e rolar o cursor pra conferir.
Mas, e daí?
E daí que a tal foto que ilustra o cabeçalho do site é a de um local que já foi de minha propriedade. Adquiri aqueles quatro lotes no final da década de setenta. A edícula ao fundo, os muros, os alambrados e os dois portões permanecem lá até hoje, como eu construíra na década de oitenta. Excetuam-se a casa da frente e as frondosas árvores, que são obra do morador e proprietário atual.
À época, naquela encruzilhada não havia rotatória nem era asfaltada a estrada que vai pra Sorocaba, e o piso da estrada era bem mais rebaixado que o atual. A estrada que vai pra Tatuí era asfaltada, mas só até o cemitério, se não me engano.
Estou começando a dar razão ao Gilo, que disse alguns “posts” atrás: “Coincidências? Penso que não. Penso que nada acontece no universo por acaso.”
Abração a todos.
Genésio, um iperoense “reconciliado”.
Iraci
Oi, Genésio, quanto tempo! ("só" 41 anos)
Eu acho que todos os iperoenses que leem este site teriam muito prazer em saber do grande poeta que, naquela época ainda adolescente, já se mostrava muito talentoso e tão inspirado.
Então, eu pediria que você colocasse aqui neste espaço, com a licença do Hugo Augusto, o seu poema sobre Iperó e também, já que o inverno está chegando, uma bela poesia que você escreveu naquele longínquo l969, intitulada "Flores de Inverno".
Bjs
Botucatu, outono de 2011.
José Aparecido de Moraes - Tanaka
Acho muito comovedor o que aqui anda ocorrendo. Penso que este "sítio" cada vez mais se enriquece, cada vez mais se robustece no seu conteúdo, cada vez mais tem a participação da nossa comunidade, de outrora e atual. Cada vez mais e por isso e tudo o mais, ele fica bem próximo do seu almejado objetivo, da razão da sua existência, e mais ainda e principalmente, o que procura o inspirado e grande idealizador, criador e visionário Hugo e colaboradores.