O Visconde de Porto Seguro

Busto em homenagem ao Visconde de Porto Seguro. Inaugurado em fevereiro de 2016 durante as comemorações do bicentenário. (Pedro Negrão - Jornal Cruzeiro do Sul)

201 anos (1816-2017)

Francisco Adolpho de Varnhagen nasceu em São João de Ipanema (atual Iperó) em 17 de fevereiro de 1816. Era filho de Frederico Luís Guilherme de Varnhagen e Maria Flávia de Sá Magalhães. Estudou no Real Colégio da Luz em Lisboa, entre 1825 e 1832, de onde ingressou na Academia de Marinha e frequentou o curso entre 1832 e 1833.

A extensa obra de Varnhagen inclui, entre os mais importantes escritos, “O descobrimento do Brasil”, “O Caramuru perante a história”, “Tratado Descritivo do Brasil em 1587”, “História completa das lutas holandesas no Brasil”, “Épicos brasileiros”, “Florilégio da poesia brasileira”, “Amador Bueno”, “Cancioneiro” e “Literatura dos livros de cavalaria”. É considerado um dos maiores historiadores brasileiros e passou à posteridade como o “Pai da História do Brasil”.

Pouco antes de morrer, em sua última visita ao Brasil e à Real Fábrica de Ferro, oficializou o desejo de ser sepultado no alto do morro Araçoiaba, onde deveria ser construído um momento à sua memória. Faleceu em Viena, Áustria, em 26 de junho de 1878. Como era casado com a chilena Carmen Ovalle, foi sepultado em Santiago, no Chile. Quatro anos depois, em 1882, o monumento em homenagem ao Visconde foi construído e até hoje recebe a visita das pessoas que passam pela Floresta Nacional de Ipanema. Mas os restos mortais dele não estão lá.

Em 1978, no centenário do falecimento, o então prefeito de Sorocaba, Theodoro Mendes, conseguiu a transferência dos restos mortais do Chile e construiu um monumento na Praça Edmundo Vale, na avenida General Osório. No centenário do nascimento, em 2016, esse monumento foi transferido para o Largo do São Bento, cujo local foi escolhido por apresentar maior segurança e melhor acessibilidade. Nesse processo, os restos mortais de Varnhagen foram examinados e acondicionados em uma nova urna funerária.

O “Visconde de Porto Seguro” é o patrono da cadeira nº 39 da Academia Brasileira de Letras.